Na 2ª Semana de Paraecologia, no período vespertino do dia 6 de junho de 2026, na sala Aquário do Discernimentum, aconteceu o I Colóquio de Energias Imanentes. O evento, realizado em formato híbrido, contou com a coordenação e debate dos pesquisadores Cristina Bassanesi, Elisson Pauletti, Luciana Ribeiro, Roberto Kunz, Roberto Leimig e William Klein.
Além dos debatedores principais, o colóquio também foi marcado pela participação ativa da plateia, que trouxe contribuições técnicas e relatos de parapercepções que ampliaram os temas debatidos.
Com o objetivo de aprofundar conceitos sobre as energias imanentes foi aberto o 1º bloco do debate. Alguns dos pontos destacados foram: a importância da diferenciação no padrão das energias imanentes e de energias conscienciais e a distinção entre as energias de humanos e pré-humanos, de modo a ampliar a taxologia das energias. Neste aspecto, um dos exemplos comentados, foi o da individualidade energética das plantas.
Durante o debate, os pesquisadores defenderam que, ao se acoplar com determinadas plantas, é possível perceber diferentes padrões energéticos. O mesmo ocorre em relação aos animais, nos quais podem ser percebidas particularidades na manifestação energética, no temperamento e nas informações subjetivas. Entre as conclusões do primeiro bloco do debate, os participantes defenderam que os seres vivos apresentam características energéticas próprias, relacionadas às suas individualidades.

Outro aspecto debatido foi a denominação Energia Consciencial, atualmente centrada no ser humano. Os pesquisadores ponderaram que, embora o ser humano apresente maior potência para alterar o ambiente por meio de pensamentos, sentimentos e energias, isso não exclui a possibilidade de outros seres vivos também possuírem energias e capacidade de interação com o ambiente. Nesse contexto, discutiu-se a necessidade de atualizar a concepção de que plantas e animais seriam fontes puras de energia imanente (EI).
Durante o colóquio foi proposta a definição para Energia Consciencial: sendo esta impessoal e desprovida de informação subjetiva, sua aplicação a seres que demonstram temperamento e individualidade foi considerada pelos debatedores uma divisão didática que pode estar superada. Roberto Kunz destacou que reconhecer a energia animal como consciencial traz implicações para a ética e o Paradireito.
Levantou-se a complexidade de se realizar a leitura isolada da energia imanente na natureza, dado que ambientes (solos e matas) são composições complexas de energias minerais e biológicas, exigindo métodos de pesquisa mais rigorosos e experimentação exploratória.
Vale destacar que durante o debate, o público adotou a postura prática do binômio admiração-discordância, especialmente diante de conceitos que ainda precisam ser mais aprofundados, mantendo-se sempre um clima de cientificidade e respeito mútuo. A troca de ideias prosseguiu com questionamentos e soluções sobre a taxologia das energias, na Conscienciologia, do tipo: quais critérios empregar para essa classificação? O que de fato é consciência? O que de fato é energia? E a classificação de energias que não estão no âmbito das imanentes e nem das conscienciais? Como realizá-la?
Luciana Ribeiro apontou para a necessidade de se realizar especificação detalhada de geoenergias, hidroenergias e aeroenergias nas nomenclaturas, argumentando que subtipos como a ‘energia da garoa’ ou a ‘energia do magma’ possuem aplicações interassistenciais distintas. Por fim, enfatizou-se a necessidade de entender os mecanismos interassistenciais das energias, a compreensão evolutiva, os padrões evolutivos das energias, exigindo prosseguir com pesquisas.
O debate também trouxe à tona a importância de aumentar a compreensão sobre os determinantes evolutivos, descrito em verbete pelo Prof. Roberto Leimig, que aceitou o desafio lançado pelo Prof.Waldo para pesquisar e desenvolver o assunto. De acordo com o verbete citado os determinantes evolutivos, dizem respeito à expressão de causalidade evolutiva que estabelece diferentes formas de organização na natureza e definem o patamar evolutivo de quaisquer dos constituintes conhecidos do Cosmos, como a lignina para vegetais e o ectoplasma para humanos.

Roberto, salientou-se que tais conceitos de determinantes evolutivos sejam tratados como hipóteses de trabalho até que mais experimentos os comprovem, questionando a clivagem (para os minerais) e a gravitação (para a CL) como marcos definitivos. Nessa mesma conversa também foi sugerido pelo pesquisador que a evolução na natureza pode ocorrer por meio de mecanismos autorreguláveis e de auto-organização, operando de modo universal e independente de determinantes específicos ou de uma vontade centralizada.
Ao final do evento, a coordenadora geral da Paraecologicus, profa. Luciana Ribeiro, propôs a criação de um Grupo de Trabalho (GT) voltado à experimentação exploratória e à sistematização de um quadro sinóptico das energias, como tarefa para o II Colóquio de Energia Imanente. E enfatizou a importância do engajamento de novos voluntários nos trabalhos que vêm sendo implementados na Via Forestalis. A meta estabelecida é que os resultados dessas pesquisas e GTs sejam apresentados e debatidos na próxima edição do colóquio, prevista para junho de 2027.

Para saber mais acesse:
Autores: Aline Niemeyer e Lidia Bolfe
Acompanhamento: Lucimara Ribas
Foto e vídeo: acervo Paraecologicus
Expediente: Edição 270 - Julho e Agosto 2026
Jornalista responsável: Amaury Pontieri – MTB nº 23.154-SP
Coordenação: Cristina Bornia e Lucimara Ribas Frederico
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