O desenvolvimento da Conscienciologia na Romênia, contado por Adina Oprea

Nesta matéria inédita, busca-se registrar as ações que estão sendo desenvolvidas na Romênia em prol da expansão internacional da Conscienciologia, fruto da proatividade de voluntários que se dedicam a levar ideias de ponta aos intermissivistas deste país.

A Romênia, situada no sudeste da Europa, é um país rico em contrastes e complexidade. Com geografia variada, abrangendo desde as imponentes cadeias de montanhas dos Cárpatos, com florestas densas e picos majestosos, até a vasta planície do Delta do Danúbio, possui um ecossistema único reconhecido como Patrimônio Mundial pela UNESCO. O país é também um tesouro de cidades medievais bem preservadas, com castelos e fortalezas que narram séculos de história, a exemplo da Transilvânia.

Culturalmente, a Romênia se destaca pelas fortes raízes latinas, evidenciadas pela língua romena, que é de origem romana, diferenciando-a de seus vizinhos majoritariamente eslavos. Essa herança latina se mescla com influências bizantinas, otomanas e de outras culturas que moldaram a região ao longo do tempo. A população é predominantemente cristã ortodoxa, o que confere ao país um perfil religioso marcante e uma forte tradição espiritual, muitas vezes expressa em festivais, costumes e na arte sacra.

Para expor os desafios e os planos para o desenvolvimento deste trabalho, Adina Oprea, intermissivista ressomada em Bucareste, Romênia, e uma das pioneiras na disseminação da Conscienciologia neste país, concedeu entrevista a Cecília Roma e Cristina Bornia para o Jornal da Cognópolis. Confira:

Jornal da Cognópolis: Adina, é um prazer tê-la conosco. Para começar, gostaríamos que você compartilhasse como foi a chegada da Conscienciologia na Romênia e especialmente como você se envolveu com ela.

Adina Oprea: O meu envolvimento começou há cerca de 13 anos, por volta de 2012, quando eu participava de um grupo de espiritualidade e meditação. A senhora que liderava o grupo tinha um livrinho em inglês, que ela não conseguia entender. Era o Manual da Proéxis, escrito por Waldo Vieira, um livro que se tornou muito especial para mim por ter sido o primeiro contato com os temas da Conscienciologia. Ao lê-lo, tive um processo retrocognitivo fabuloso, tudo se tornou muito claro, o conteúdo fazia muito sentido, eu entendia tudo. Na época, aquele grupo, por ser sincrético – no estilo New Age – acabou não me atraindo muito, mas foi onde acessei as ideias da Conscienciologia.

Em 2019, li o livro Evolução Multidimensional, de Kim McCall, em que ele falava sobre seu encontro com Waldo Vieira e a Conscienciologia. Naquele momento, enviei um e-mail para o Kim, e ele foi quem me introduziu no mundo conscienciológico brasileiro. A pandemia, embora um contexto mundial difícil, foi uma oportunidade única para nós que moramos fora do Brasil, especialmente com as ações integradas. Aprendi muito e conheci pessoas da ISIC, entre elas, a Liliana Alexandre, que sempre apoiou a Romênia. 

Em 4, 5 e 6 de julho de 2025 houve um workshop de energia com a Karina Eliachar. Imagem dos participantes do curso junto a professora Karina. (Foto: Adina Oprea).

Jornal da Cognópolis: Quais foram as primeiras ações no contexto do Voluntariado conscienciológico na Romênia?

Desde de que conheci a ISIC em 2021, comecei a traduzir do inglês e do português para o romeno. Já temos diversos livros traduzidos, incluindo: o Manual da Tenepes (traduzido pela IrinaVancea); Manual da Proéxis,  Comunicação Evolutiva e Zephiro (que eu mesma traduzi, sendo linguista) e o Bárbara Vai à Estrela (traduzido por Alina Catrina). Atualmente, estou revisando o livro Nossa Evolução e Curso Intermissivo. Recentemente, dei minha primeira aula, depois de concluir a formação de professores, na Reaprendentia, através de curso híbrido, com três fins de semana presenciais em Santa Maria da Feira, uma cidade perto do Porto, em Portugal. Lá existe um grupo muito ativo, ligado à Reaprendentia, que para mim é um exemplo de organização de eventos. Sou voluntária da ISIC e da Reaprendentia no momento e pesquisadora do CI da Serenologia.

Jornal da Cognópolis: Fale sobre as atividades conscienciológicas na Romênia.

Adina Oprea: Há dois anos, em 2023, tivemos o primeiro curso de campo aqui na Romênia. Foi um evento intra e extrafísico significativo, com mais participantes extrafísicos do que presenciais! Aproveitamos a presença dos epicons Caio Polizel e Ruy Bueno, bem como de muitos professores, entre os quais posso mencionar Eliane Wojslaw, Lygia Decker, Virginia Ruiz, Liliana Alexandre, Beatrice Cea, Ana Ruiz, Marcelo Rouanet, Nara Soares, entre outros. Lançamos o livro Comunicação Evolutiva de Ana Seno, na ocasião. O Curso teve em torno de 50 participantes. Foi muito bom. E estou muito feliz, pois agora temos dois Epicons na Europa: Karina Eliachar e Eduardo Vicenzi. Os cursos de campo e as dinâmicas parapsíquicas trazem uma energia e experiência de outro nível, e pretendemos organizar mais eventos no futuro.

Jornal da Cognópolis: Quantas pessoas estão estudando Conscienciologia na Romênia, de maneira mais conectada?  

Adina Oprea: Atualmente, temos um grupo de quase 40 pessoas, chamado de Nia Evoluo (significa ‘Nossa evolução’ em esperanto), que estudam Conscienciologia. Nós nos encontramos e aprendemos juntos. Antes da pandemia e das ações integradas, líamos e tentávamos entender os textos sozinhos. Continuamos nos encontrando, e embora nem todos os 40 participem semanalmente, frequentemente temos 20 pessoas presentes. Eles participam de cursos em inglês, como a International Week da ISIC, ASSIPI, APEX, Extracons. 

Lançamento do Thesaurus Terminológico da Conscienciologia – 06.10.2023. Romeno é uma dos 6 idiomas do Thesaurus. (Foto: Adina Oprea).

Jornal da Cognópolis: Como funcionam as reuniões do grupo e a questão do idioma?

Adina Oprea: Nossas reuniões acontecem online. Às vezes, a cada dois meses, nos encontramos presencialmente em ambientes de natureza ou em parques, mas, em geral, o online é preferido. Quanto ao idioma, eu e Irina Vancea somos as únicas que falamos português. A maioria do grupo fala inglês e romeno.

Jornal da Cognópolis: Quais as principais características do grupo? 

Adina Oprea: É um grupo de pesquisa independente. Não temos, até o momento, um estatuto oficial ligado a uma IC ou especialidade, embora eu voluntarie em outras instituições. Meu foco este ano é iniciar o primeiro curso de Fundamentos da Conscienciologia em Romeno, para o qual preciso de tempo para traduzir todo o material.

Jornal da Cognópolis: Que impactos o estudo da Conscienciologia tem  produzido entre vocês?

Um dos grandes benefícios é que temos pessoas muito parapsíquicas no grupo. A Conscienciologia oferece um fundamento científico para o parapsiquismo, ajudando a evitar o misticismo e mudando a perspectiva delas, pois agora entendem cientificamente fenômenos como a projeção. Inclusive, estamos pesquisando sobre uma consciência de alto nível de evolução, um possível Serenão, que chamamos de Balkanus, que cuida da Península Balcânica. Tivemos reforços de evidências por uma amiga da Eslovênia e insights de Rui Bueno, o que fortalece nosso trabalho.

Jornal da Cognópolis: Quais são os planos do grupo para o futuro e as próximas iniciativas?

Adina Oprea: Temos vários planos! Primeiramente, em julho, tivemos um curso com Karina Eliachar sobre energias, mais prático, pois o grupo já domina a teoria. Em setembro, o curso Fundamentos da Conscienciologia. Também dei duas aulas gratuitas de 50 minutos sobre noções básicas da Conscienciologia no evento Body, Mind and Spirit, na capital, Bucareste, para convidar pessoas aos cursos. Participamos de eventos na Europa, como o curso  Balanço Existencial da APEX (2023), em Frankfurt; 40 Manobras Evolutivas da Assipi (2024), em Portugal; ECP1 (2023, 2025) em Portugal; e Congresso Mundial de Proexologia da APEX em Alghero, Itália, (2025). Meu desejo é organizar um curso Balanço Existencial, aqui na Romênia futuramente, o que seria maravilhoso.

A participação no curso ministrado pela epicon Karina Eliachar (ASSIPI – Portugal), realizado na Romênia, proporcionou aos membros do nosso grupo uma excelente oportunidade para trabalhar as energias e compreender, através da prática, a importância de as dominar. Durante o curso, e inspirados pelos amparadores, decidimos em conjunto avançar com a organização de um Curso ECP1 a realizar-se na Romênia, em novembro de 2026. Esta decisão representa um passo significativo na consolidação das atividades conscienciológicas no país, reforçando o compromisso do grupo com a expansão lúcida e cosmoética da Conscienciologia na Romênia e na Europa.

Estamos focando nos jovens como público-alvo, para as aulas de fundamentos, pois eles tendem a ter menos calcificação religiosa. Eu e Irina Vancea daremos as dez aulas do curso de Fundamentos. É um grande desafio, mas a confiança das ICs em nosso trabalho é muito importante para nós. Meu objetivo é disseminar a Conscienciologia na Europa, e estou sempre disponível para organizar eventos ou cursos de qualquer instituição.

Jornal da Cognópolis: Você teve uma passagem pelo Brasil. Como foi a experiência na Cognópolis-Foz e o que ela agregou ao seu trabalho na Romênia?

Adina Oprea: A experiência na Cognópolis foi transformadora. Senti-me melhor do que no meu próprio país, com um sentimento de família e a sensação de conhecer a todos, mesmo em um continente e hemisfério novos. Compreendi o que significa ter amigos multiexistenciais. Fica claro que compartilhamos muitas vidas e intermissões. Apesar do verbete ainda ser um ponto a ser finalizado, é um compromisso que pretendo cumprir até a minha próxima visita.

Os laboratórios são experiências incríveis. A energia e a clareza mental que proporcionam não se comparam. Lamento não ter tido a oportunidade de encontrar o professor Vieira. Fiz o curso Acoplamentarium e o de Retrossenha na Consecutivus, que me trouxeram informações muito importantes. Saí do Retrossenha com uma tarefa: estudar Vasco da Gama, algo fora da minha área usual. Acredito que a única resposta para o meu envolvimento, e o das pessoas na Romênia com a Conscienciologia, é o compromisso proexológico.

Jornal da Cognópolis: Adina, antes de concluirmos esta conversa, há algum ponto adicional sobre o trabalho da Conscienciologia na Romênia ou na Europa que você gostaria de destacar?

Adina Oprea: A Europa é um continente heterogêneo, com populações e culturas extremamente diversas, que construíram personalidades nacionais fortes ao longo da história. Se a isto acrescentarmos o novo fenômeno da migração para a Europa de populações de todo o mundo, percebemos que devemos procurar os métodos mais adequados para tornar a Conscienciologia amplamente acessível a todas as categorias de pessoas. Preservando o carácter científico da Conscienciologia e respeitando os pilares do paradigma consciencial, devemos criar um panorama dos melhores métodos comuns aplicáveis em todo o continente, mas cada país, ao mesmo tempo, deve identificar as suas próprias estratégias com base nas suas particularidades culturais e psicológicas.

Jornal da Cognópolis: Para encerrar esta inspiradora conversa, qual seria sua mensagem conclusiva aos intermissivistas e aos leitores do Jornal da Cognópolis em geral?

Adina Oprea: Gostaria de realçar a importância que cada um de nós, independentemente do local onde ressomou nesta vida, tem no processo global de interassistência, no qual devemos assumir, com lucidez e dedicação, o papel de minipeças. Devemos manifestar as qualidades fortes que nos são comuns, de modo a sermos capazes de transmitir as verdades relativas aprendidas no Curso Intermissivo. Assumimos esse papel e só juntos poderemos construir um mundo melhor, no qual todos sejam assistidos e assistentes, perseverando no trabalho comum de interassistência.

Para saber mais acesse:
Entrevistadoras: Cecília Roma e Cristina Borni
Entrevistada: Adina Oprea
Foto e vídeo: acervo Adina Oprea

Expediente: Edição 266 - Novembro e Dezembro de 2025

Jornalista responsável: Amaury Pontieri – MTB nº 23.154-SP

Coordenação: Leonardo Ribeiro
Secretária e Editora: Cristina Bornia
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