Palestra em Viana do Castelo amplia debate sobre o Paradigma Consciencial em Portugal

Evento reúne público diverso, destaca o Universalismo e evidencia sincronicidades na organização

No dia 11 de abril, realizou-se em Portugal, na Casa Manuel Espregueira e Oliveira, na cidade de Viana do Castelo, a palestra de caráter gratuito, intitulada Da Evolução do Conhecimento Humano ao Paradigma Consciencial: uma nova compreensão da consciência, das energias e das experiências além do corpo físico, conduzida por Raquel de Vasconcelos Neves, pesquisadora, voluntária e docente de Conscienciologia. 

O evento transcorreu entre as 17h30 e 20h, reunindo 16 participantes, dos quais 11 entravam em contato com a Conscienciologia pela primeira vez e 5 eram integrantes do GPC (Grupo de Pesquisa da Consciência) LIDERARE Portugal/Suíça, coordenado por Raquel, desde 2024. 

Confira os detalhes na entrevista com Raquel de Vasconcelos Neves

Jornal da Cognópolis: Como surgiu a iniciativa para realização da atividade? 

Raquel. Surgiu a convite da própria Casa Manuel Espregueira e Oliveira, que gentilmente organizou o espaço e ofereceu um coffee break aos participantes. Atualmente dedicada ao turismo de habitação, esta casa histórica foi, no passado, residência de figuras de relevo local, reconhecidas pelo seu papel assistencial junto às populações mais carentes.

Fachada da Casa Manuel Espregueira e Oliveira. (Foto: olharvianadocastelo.pt)

Jornal. Vocês encontraram apoio para a divulgação? 

Raquel. Além da Casa Manuel Espregueira e Oliveira a divulgação do evento contou com o apoio da Câmara Municipal de Viana do Castelo, por meio do seu site, e do jornal A Aurora do Minho, tendo sido apresentada ao público com a provocativa frase “E se a realidade não for apenas física”, despertando a reflexão inicial e o interesse pelo tema.

Jornal. Qual foi o perfil do público presente?  

Raquel. Estiveram presentes participantes de diferentes crenças e correntes de pensamento, o que proporcionou um ambiente rico em diversidade de perspectivas. Durante a exposição e o debate subsequente, emergiram várias questões relacionadas a vivências pessoais, muitas delas associadas a fenômenos ainda pouco compreendidos, porém encontram enquadramento no paradigma consciencial.

Jornal. O que você destacaria como ponto alto da atividade? 

Raquel. O campo estabelecido ao longo da atividade destacou-se pelo predomínio mentalsomático, favorecendo reflexões mais amplas sobre a evolução do conhecimento humano e os limites do paradigma materialista. Um dos momentos de maior intensidade energética ocorreu na abordagem ao Princípio do Universalismo, cuja compreensão foi posteriormente aprofundada à luz da heterogeneidade do público presente.

Jornal. Qual sua avaliação sobre a palestra e suas repercussões?  

Raquel. A realização desta palestra evidencia a importância de ampliar a presença da Conscienciologia em contextos da sociedade civil, indo ao encontro das pessoas nos seus próprios espaços de convivência e reflexão. Além de aproximar o público das Instituições Conscienciocêntricas, destaca-se a relevância de uma atuação proativa, atenta às demandas reais da população, promovendo o esclarecimento a partir das suas experiências concretas. Neste sentido, o paradigma consciencial apresenta-se como uma ferramenta prática e acessível, capaz de auxiliar na compreensão da vida quotidiana, das vivências pessoais e dos fenômenos multidimensionais, contribuindo para uma aplicação lúcida dos seus princípios no dia a dia.

Jornal. Houve alguma sincronicidade ou parafato marcante? 

Raquel. Houve uma sincronicidade interessante na organização do evento, pois o convite partiu da Casa Manuel Espregueira e Oliveira, localizada em Viana do Castelo – distrito ao qual pertence Vila Nova de Cerveira – local de nascimento de Sebastião de Castro e Caldas (1650–1726), administrador colonial português e fidalgo da Casa Real, apontado como possível retrovida de Waldo Vieira. Nesse contexto, a realização da palestra ganha um significado especial por ter ocorrido na véspera do aniversário do professor Waldo (12 de abril de 1932), estabelecendo uma convergência simbólica entre o local, a data e as possíveis conexões históricas associadas à sua trajetória. 

Para saber mais acesse:
Entrevistadora: Cristina Bornia
Entrevistada: Raquel de Vasconcelos Neves
Acompanhamento: Cristina Bornia
Foto e vídeo: acervo website: olharvianadocastelo.pt, acervo Liderare e Raquel de Vasconcelos

Expediente: Edição 268 - Março e Abril 2026

Jornalista responsável: Amaury Pontieri – MTB nº 23.154-SP

Coordenação: Leonardo Ribeiro
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