A pesquisa sobre Redes Paraecológicas, desenvolvida desde 2021 por pesquisadores da Paraecologicus, entra em nova fase com a realização de um ciclo ampliado de oficinas temáticas e o lançamento da segunda edição do Programa de Preceptoria Autopesquisística Grupal em Redes Paraecológicas, previsto para iniciar em fevereiro de 2026, marcando uma etapa de profissionalização e aprofundamento técnico da pesquisa.
Os dois movimentos integram a maturação de um estudo que conecta vivências cotidianas, parapercepções e análises sistêmicas para compreender como consciências e ambientes interagem multidimensional e evolutivamente.
O objetivo do programa é integrar vivências cotidianas, práticas interassistenciais e análises sistêmicas, permitindo ao pesquisador compreender seu papel nas redes às quais pertence, a fim de atuar cosmoeticamente para qualificar essas relações.
O programa se estrutura a partir de três movimentos principais, disponibilizando técnicas específicas para cada finalidade:
- Autodiagnóstico: identificação dos padrões pessoais, vínculos mais ativos e mapeamento das recins essenciais.
- Análise paraecossistêmica: estudo dos diversos níveis de organização multidimensional das redes (holossomático, social e parassocial, ecológico, planetário), necessidades assistenciais prioritárias e suas reverberações.
- Interassistência: aplicação prática de técnicas interassistenciais e análise das repercussões multidimensionais.
Histórico da pesquisa sobre as Redes Paraecológicas
As redes paraecológicas dizem respeito ao sistema complexo e dinâmico de interações multidimensionais entrelaçando ambientes e consciências, mediante contínuas reverberações holocármicas e multiexistenciais da pensenidade, escolhas e posicionamentos pessoais.
O tema ganhou forma a partir de extrapolacionismos parapsíquicos da pesquisadora Luciana Ribeiro na Tenepes, culminando em live no canal da Paraecologicus, no programa Conexão Verpon com o título Redes Paraecológicas: Multiplicando a Interassistência, que aconteceu em 19 de fevereiro de 2021, marco inicial de sistematização do conceito. Desde então, a pesquisa vem se estruturando em três frentes principais: 1. observação da teática cotidiana, mapeamentos grupais e sistematização teórica.
Em 2021, o primeiro programa de mapeamento reuniu 11 participantes entre junho e agosto, apresentando os resultados na live do Conexão Verpon – Mapeando Redes Paraecológicas, ocorrido em 19 de novembro de 2021. O aprofundamento desse trabalho resultou na publicação do verbete para a Enciclopédia da Conscienciologia debatido na Tertulia Conscienciológica 7063 no Tertuliarium, intitulado Rede Paraecológica, apresentado em 6 de junho de 2025, durante a 1ª Semana de Paraecologia.

A consolidação das Redes Paraecológicas como campo científico resulta da convergência entre vivência prática, registros parapsíquicos, debates grupais e sistematização teórica. O estudo das interconexões multidimensionais oferece alternativas para compreensão mais ampla da realidade, favorecendo a reciclagem intraconsciencial, a recomposição grupocármica e a ampliação da interassistência.
Entre os objetivos destacam-se: perceber o funcionamento paraecológico da vida; reconhecer papéis paraecossistêmicos pessoais; identificar efeitos da atuação consciencial; aprender e praticar técnicas paraecológicas para qualificar evolutivamente as relações; validar procedimentos experimentais e descrever a parafisiologia das redes.
Segundo Lídia Bolfe, voluntária e participante da 1ª edição do programa, “A pesquisa das redes mudou nossa forma de ver as relações. Entendemos que nada é isolado e que cada escolha deixa um rastro energético, influenciando ambientes, grupos e múltiplas dimensões em ampla escala”.
A teática cotidiana como base da pesquisa
A investigação das redes paraecológicas ocorre a partir da vivência diária, na análise contínua dos efeitos multidimensionais das escolhas, interações e evocação de contextos assistenciais. Três eixos estruturam essa abordagem:
- Reverberações pensênicas das escolhas. Cada decisão pessoal gera efeitos holossomáticos, multidimensionais e multiexistenciais. A qualidade da cosmoética aplicada no cotidiano influencia diretamente a arquitetura das redes às quais a consciência está vinculada.
- Interações e relações em múltiplas camadas. Mais que identificar bolsões extrafísicos, a pesquisa analisa a estrutura relacional entre eles, compreendendo a interdependência entre grupos, funções, vínculos e processos grupocármicos.
- Extrapolacionismos e experimentos assistenciais. Técnicas parapsíquicas permitem localizar focos prioritários de assistência, expondo caminhos pouco óbvios entre consciências, grupos e contextos multiexistenciais, sendo a Tenepes e o Livro dos Credores peças chaves no processo.
Para Francisco Namiuchi, voluntário e participante do mapeamento de 2021, “o mapeamento das redes paraecológicas, nos leva à reflexão sobre o público de assistidos e assistentes nas nossas interações cotidianas e proporciona a oportunidade evolutiva de qualificar a interassistência através da compreensão de nossas relações multidimensionais, da prática do desassédio, da tarefa do esclarecimento e a consequente melhoria dos ambientes”.
Diferenciando-se das estruturas mais estáticas dos bolsões extrafísicos, as redes paraecológicas são acessadas a partir de realizações com as quais estamos envolvidos, como projetos, atendimentos, ações. Apresentam organização mais fluida e interativa, frequentemente envolvendo múltiplas comunidades extrafísicas que se influenciam entre si. Representam configuração específica de setores do grupocarma ampliado, ancorada em determinado estímulo.
A liderança, a densidade, a qualidade das relações e os graus de influenciabilidade são variáveis determinantes, além da presença de interrelações homeostáticas, neutras ou patológicas. Instrumentos como interaciometria, diagramas de relações pessoais e análises de consumo e da pegada paraecológica têm sido utilizados para diagnosticar padrões e identificar oportunidades de recomposição grupocármica.
Oficinas 2025: aprofundamento aplicado
Em 2025, a pesquisa ganhou aplicação prática ampliada com quatro oficinas específicas, cada uma abordando uma dimensão inédita do estudo das redes:
Primeira: aconteceu em 12 de outubro intitulada Mapeamento de grupos familiares – o genograma nas redes paraecológicas. A oficina explorou a estrutura e dinâmica do grupocarma familiar, identificando padrões e necessidades assistenciais prioritárias envolvendo a história familiar.

Segunda: aconteceu no dia 09 de novembro, intitulada Reposicionamento Multiexistencial. Favoreceu a análise de bolsões atuantes no contexto pessoal e contou com aplicação de técnicas para o reposicionamento a partir da atualização sinérgica do tripé trafor-trafar-trafal.

Terceira: aconteceu em 23 de novembro com o título Pegada Paraecológica de Consumo. Com o objetivo de propor técnicas para o exame da maneira que os hábitos de consumo reverberam e influenciam a rede paraecológica pessoal e grupal, favorecendo recins associadas.

Quarta: aconteceu no dia 07 de dezembro com o título Estudos de Casos de Recomposição nas Redes Paraecológicas. Favoreceu a análise de vivências recompositivas reais, e a partir de casuísticas biográficas identificou padrões, vínculos, nós críticos e oportunidades evolutivas.

Desdobramentos da pesquisa
As oficinas de 2025 foram uma degustação do tipo de interassistência e de pesquisa possibilitados pelo estudo das redes paraecológicas. De fevereiro a maio de 2026 novos experimentos grupais ocorrerão com a segunda edição do Programa de Preceptoria Autopesquisística Grupal em Redes Paraecológicas. Mais que um curso, o programa é o encontro de pesquisadores motivados a compreender melhor o funcionamento das próprias redes e atuar assistencialmente a partir de técnicas paraecológicas. Ao mesmo tempo em que os experimentos e autodescobertas vão sendo realizados, ocorre a construção coletiva de conhecimento e oportunizam-se assistências no atacado, envolvendo a holobiografia dos participantes.
Na condição de suporte aos pesquisadores e potencialização do trabalho, as 11 semanas do programa se fundamentam no método da Análise Paraecológica, que inclui o sequenciamento parafactual, projeções com alvo mental em distintas serenosferas e os diálogos de análise e validação dos dados. Com os resultados levantados por este método e pela aplicação das técnicas novas gescons serão publicadas. A equipe espera expandir o conhecimento sobre o recente campo de pesquisa e a partir da qualificação e reorganização das redes realizar aportes ao processo de reurbanização em curso.
Se você ficou interessado em contribuir com a pesquisa e em aprender a realizar este tipo de investigação em grupo e sobre grupos, entre em contato com a Paraecologicus. Os encontros serão semanais, aos sábados pela tarde.
Para saber mais acesse:
Autora: Luciana Ribeiro
Acompanhamento: Cristina Bornia
Foto e vídeo: acervo Paraecologicus
Expediente: Edição 267 - Janeiro e Fevereiro de 2026
Jornalista responsável: Amaury Pontieri – MTB nº 23.154-SP
Coordenação: Leonardo Ribeiro
Secretária e Editora: Cristina Bornia
Redatores de conteúdo: Cecilia Roma, Cristina Bornia, Sónia Luginger e Leonardo Ribeiro
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