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Projeto Ágora e o ortocontinuísmo proexológico

Equipe implementa esforços para materialização do anfiteatro no Campus Discernimentum

Proposto em 2009, a Ágora Cognopolita é o projeto de uma praça multifuncional de ortoconvivialidade com materpensene da interassistência multidimensional alicerçada na democracia pura, construída a céu aberto, em estilo anfiteatro (meia lua) inspirado na Ágora Ateniense. O intuito é criar um espaço suprainstitucional e multicultural destinado a debates públicos para a tomada de decisões, atividades sociais e culturais, a exemplo: realização de feiras, doação de animais e livros, exposições de diversas naturezas, entre outras atividades de caráter conscienciológico.

Versão atual (2022) da arquitetura do projeto (Foto: acervo Marlene Roque e Alexandre Balthazar)

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O projeto conta hoje com parceria entre instituições conscienciocêntricas, como AIEC, Liderare, UNICIN  e equipe multidisciplinar envolvendo arquitetos, engenheiros, advogados e voluntários de diversas áreas, em liderança compartilhada com Marlene Roque e Alexandre Balthazar. Juntos, implementam esforços para materialização do anfiteatro no Campus Discernimentum no bairro Cognópolis, em Foz do Iguaçu.

Para entender a profundidade do nome escolhido, é preciso destacar a etimologia que o originou. O termo ágora surgiu no Século XIX e deriva do idioma Grego, agorá, e significa “assembleia; praça pública; mercado”, conexo a ageíró, “reunir, decidir”. O primeiro elemento de composição – cogn – vem do idioma Indoeuropeu, gno, “conhecer”, e o segundo elemento de composição – polita – procede do idioma Grego, pólis, que quer dizer “cidade; a cidade por excelência; a parte alta da cidade; reunião de cidadãos; Estado Livre; democracia”.

Segundo a definição de Marlene Roque na obra Liderança Compartilhada: Ferramenta Evolutiva Grupal (2020), a Ágora era um conceito de praça pública daquele período, “traduzindo um espaço construído, permanente e fixo, com importante função social na cidade. Era onde as pessoas se reuniam para trocar ideias, produtos e debater os problemas da coletividade, assuntos que envolviam a vida da sociedade e dos cidadãos. Tinha status de espaço público para fins políticos e filosóficos, onde o povo deliberava e tomava as decisões envolvendo a comunidade”.

A atual equipe, cujo slogan é ÁGORA é AGORA, tem como principais objetivos: fazer o projeto arquitetônico, arrecadar fundos e realizar a construção, bem como elaborar a proposta de gestão compartilhada por meio de Colegiado composto de voluntários veteranos conjuntamente com a IC gestora. O projeto geral voltado à construção e gestão está dividido em 3 fases:

1. Fase Preparatória. Consiste na definição e estudo preliminar do terreno, projeto arquitetônico, projeto executivo e compatibilização de projetos (inclusive urbanístico e paisagístico), estimativa de custo da obra, estudo de sustentabilidade financeira. Também prevê a estruturação de setores, constituídos por voluntários, nas áreas financeira, jurídica, de eventos e comunicação. A fase preparatória inclui também o início da ampla divulgação do projeto voltado à captação de recursos para construção do empreendimento.

2. Fase de Materialização da Ágora Cognopolita. Envolve a realização da construção e a gestão financeira da obra, realização de eventos presenciais e on-line, além da cerimônia de inauguração.

3. Gestão da Ágora Cognopolita. Uma vez finalizada a construção, consiste na gestão e manutenção do empreendimento, através de  colegiado gestor composto por voluntários das mais diversas Instituições Conscienciocêntricas, além da realização de eventos abertos ao público.

Buscando o registro holomemoriográfico deste empreendimento evolutivo, segue a linha do tempo que contextualiza o ortocontinuísmo proexológico da construção da Ágora Cognopolita, compilado pelo Jornal da Cognópolis com apoio da equipe ÁGORA é AGORA.

2009

Em 08 de dezembro, na Tertúlia Conscienciológica, Retificação, Waldo Vieira solicita a constituição do Conselho dos 500 a partir da orientação da consciex amparadora Espartano e em seguida, a construção da então Praça dos 500. 

Segundo anotações pessoais de Marlene Roque, referentes às falas de Waldo Vieira em Tertúlias Conscienciológicas realizadas entre 2009 e 2014 – e publicadas em seu  livro Liderança Compartilhada: Ferramenta Evolutiva Grupal –,  a Praça dos 500 da Cognópolis deveria ser um espaço para a tomada de decisão em local aberto. “O ideal é fazer um anfiteatro, tipo meia-lua, a metade do Tertuliarium, rústico, de cimento, mas seguro”, afirma Waldo Vieira. E continua: “Seria uma espécie de estádio de futebol, mas bem feito. Sem galera, sem camarim, tudo igual. A ideia é que seja um conceptáculo da Parapoliticologia avançada, com a vivência da democracia pura e do Paradireito. O ideal é fazer as reuniões ao anoitecer, quando não estiver chovendo. É para imitar e evocar o holopensene da Grécia. Estamos recriando a Ágora para retificar o anacronismo da oratória e a retórica”. 

Quanto ao Conselho dos 500, ele orienta que é para toda a Cognópolis-Foz e que, mexeu no bairro, o Conselho tem de ser chamado para questionar e deliberar. “Ainda não dá para chegar aos 500, mas podemos iniciar a parte burocrática, o registro dessas pessoas, fazer uma listagem para ver se arranjamos 200 para decidir as grandes questões do bairro. Se aparecerem somente 54 conselheiros, discute-se e vota-se. Não tem de ficar adiando e convocando reunionites. Isso tem de acabar. Tudo o que diz respeito à comunidade maior, diz respeito ao Conselho, é a tomada de decisão grupal. A primeira discussão que deveria ter é a escolha do tema para discutir o estatuto, a partir da auto-habilitação. Não se trata de ouvir pitacos; é discussão de especialistas. Isso é levar a parte da democracia pura para a prática da Politicologia do bairro da Cognópolis. Nós precisamos dessa reciclagem intrafísica, dessa política aberta, para dar exemplo dentro da reurbex” (Ano -base: 2009).

Somos uma espécie de campus dentro do Curso Intermissivo. É a parte física que corresponde à Conviviologia, com a vivência prática da democracia pura. A vivência dessa realidade é o Laboratório prático da Paradireitologia e já é uma Universidade de Politicologia. O Estado Mundial vai nascer daqui, deste Planeta, temos de começar a pensar agora. Vamos fazer primeiro o Estado Mundial dentro da Cognópolis com o Conselho dos 500 e a Democracia pura. Isso já é uma esperança, o início.

Waldo Vieira

2010

Um grupo de conscienciólogos implementa esforços para iniciar a constituição do Conselho dos 500 em fevereiro de 2010, com o intuito de estimular as deliberações coletivas e buscando a equanimidade do poder decisório sobre questões de relevância no bairro cognopolitano. Houve várias reuniões de trabalho com assembleias deliberativas e debates esclarecedores para a inovadora e desafiante política, aberta a todos os cognopolitas. Embora não tenha se configurado com estrutura jurídica formal, na primeira reunião de fundação, ocorrida em 06 de fevereiro de 2010, compareceram 241 pessoas. 

2011

Em 05 de junho foi lançada a pedra fundamental do Projeto Ágora, com a presença de  Waldo Vieira, propositor do projeto; J. Vasconcelos, autor do livro Democracia Pura (2011) e Jaime Pereira, personalidade consecutiva, amiga de Waldo, ligada ao Direito Romano, autor do livro Princípios do Estado Mundial (2013), juntamente com dezenas de voluntários. 

Waldo Vieira, Jaime Pereira e J. Vasconcelos e a primeira maquete do projeto Ágora.
Pedra fundamental da Ágora cognopolita em 2011.

2012

Foi apresentada por Alexandre Balthazar, a Tertúlia Conscienciológica Ágora Cognopolitana, dentro da especialidade Parapoliticologia.

2013

Conselho dos 500 chegou ao expressivo número de 391 conselheiros.

2014

Em setembro, embora tenham sido realizadas diversas assembleias, o Conselho não atingiu o seu escopo e entrou em declínio. Segundo o próprio Waldo Vieira, o projeto não foi avante por não ter atingido o número dos 500 conselheiros, tal qual a solicitação proposta em sua gênese. Na data, ele reafirmou que os 500 integrantes é que dariam a força necessária para a iniciativa funcionar de fato e de direito.

2018

 Em janeiro, foi feita uma divulgação no Calepino Conscienciológico de vários projetos da Conscienciologia que se encontravam em stand by na AIEC, por falta de voluntários para a implementação. Sabendo disso, dirigiram-se à AIEC os voluntários Marlene Roque, Rafael Seidel e Laurentino Afonso, interessados em propor novas ações para a construção da Ágora Cognopolitana, comprometendo-se com o epicentrismo da futura Praça.

2020

Em setembro, foi criado o grupo de trabalho multidisciplinar intitulado Ágora Cognopolita, reunindo voluntários da CCCI de diversas áreas para dar andamento às ações necessárias para a materialização de um projeto desta magnitude. Neste ano, foram propostas novas adequações no Plano Diretor da Cognópolis e o local de construção da Ágora precisou ser repensado. Por isso, o grupo paralisou suas atividades, aguardando a definição do novo local.

Em 25 de setembro foi publicada a obra Liderança Compartilhada: Ferramenta Evolutiva Grupal, com a imagem da Ágora estampada na capa, atraindo novos interessados em colaborar com o projeto. Novos voluntários e arquitetos se comprometeram com o projeto, estabelecendo-se assim parcerias, como por exemplo, os debates no Colégio Invisível da Pararreurbanologia com página especial para o projeto, epicentrado por Alexandre Balthazar, Patrícia Alves e Thais Oliveira.

2021

Em 03 de março, Marlene Roque e Flávia Rogik se encontraram com o Coordenador da AIEC, Cesar Cordioli. Entre os apontamentos da reunião estava a necessidade de parceria com uma Instituição Conscienciocêntrica para acolher os voluntários do projeto, sendo sugerido o nome da Liderare. As aspirações neste dia foram no sentido de transformá-lo em organismo suprainstitucional, exemplificando o abertismo consciencial teático na CCCI e levando à coesão grupal de voluntários multidisciplinares para a sua construção.

No dia 08 de março, parte da equipe fez uma visita ao primeiro local proposto para abrigar o projeto. 

Da esquerda para a direita: Marlene Roque, Laurentino Afonso, Cesar Cordioli, Patrícia Alves, Flávia Rogic, Alexandre Balthazar e Thais Oliveira.

Em 14 de março, Cesar Cordioli apresentou no Calepino Conscienciológico nº 203 o tema Ágora Cognopolita, um marco mentalsomático sobre a futura Praça. 

Em 17 de julho, foi redefinido o local de construção em consonância às readequações do  Projeto do Megacentro Cultural Holoteca. 

Em 15 de agosto, o grupo ÁGORA É AGORA debateu sobre a possibilidade de nominar os espaços da Ágora, evocando os ‘pais da democracia’. Seriam eles o Espaço Sólon, Espaço Clístenes e o Espaço Péricles. Rafael Seidel sugeriu ter um espaço interativo para selfies com QR-Codes explicando sobre democracia, no estilo museu aberto.

No dia 18 outubro, foi apresentado o projeto esboçado por Fernando Carneiro Pires  e Patrícia Alves, plotando o anfiteatro e 3 estoas – duas no terreno em frente à Evolucin e outra acompanhando as arquibancadas. Além de um bloco onde seriam os sanitários e uma sala para a guardar os equipamentos, livros para feiras, reserva técnica, material de exposição e outros.

2022

Em 12 de março, aconteceu a primeira reunião com os coordenadores da Liderare, representados por Simone Zolet, Fábio Marques e mais 03 voluntários da IC, juntamente com o grupo ÁGORA É AGORA. O grupo multidisciplinar é constituído por profissionais das áreas de Administração, Arquitetura, Urbanismo, Comunicação, Direito, Economia, Engenharia Civil, Filosofia, Matemática, Medicina, Psicologia, Educação Física, Fisioterapia e Letras.

Em maio, um novo terreno no Pólo Discernimentum foi avaliado pelos arquitetos do grupo, tendo sido aprovado unanimemente para a construção da praça multifuncional.

Terreno onde será construído a Ágora Cognopolita.

Já no mês de julho, inicia-se a elaboração de um novo projeto – tendo como base o anterior, elaborado por Fernando Carneiro Pires e Patrícia Alves, porém desta vez supervisionado pelo arquiteto Alexandre Balthazar. Este foi entregue à equipe em outubro.

Imagens do projeto Ágora Cognopolita (versão:2022).

Em agosto, começaram as doações por meio do site, que estava em fase de testes. No dia 11, o representante da AIEC junto ao projeto fez ao grupo uma solicitação: definir uma IC para gerir e manter a Praça após a sua construção. Tal fato desencadeou uma busca pela IC que pudesse se comprometer com a gestão da Ágora e abrigar o projeto.

No dia 19 de setembro, em reunião informal com a Secretária Geral da UNICIN, a Sra. Polyana Colucci, foram apresentadas as aspirações para o Projeto e as pretensões do grupo, que foram acolhidas pela coordenação. 

Em 21 de setembro houve uma breve apresentação pública, com explanação sobre a Ágora Cognopolita a convite dos organizadores do evento Dia Internacional da Paz, promovido pela IC Comunicons. 

Marlene Roque e Alexandre Balthazar explicam sobre o projeto no Dia Internacional da Paz. (Foto: @paz_consciencial)

Em 04 de outubro, houve reunião oficial com a equipe de gestores e a Secretária Geral da UNICIN, para atualizações sobre a Ágora, obtendo-se o aval para o continuísmo do empreendimento proexológico e sugerindo-se a apresentação deste em próxima reunião do Conselho de ICs.


ÁGORA COGNOPOLITA: CIDADANIA EVOLUTIVA.

O objetivo da divulgação é incentivar o acolhimento do projeto pela comunidade para que possam ser pensadas ações integrativas não apenas para arrecadação de fundos, mas principalmente para que o projeto seja, desde o início, uma plataforma interassistencial e um patrimônio evolutivo de todos os voluntários da CCCI.

Venha fazer parte da equipe deste projeto! Entre em contato através dos e-mails: 

pararreurbanologia@colegiologia.org

marleneroque@hotmail.com

Galeria de fotos com os registros históricos:

Para saber mais acesse:

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