Uma conversa decisiva com o Professor Waldo Vieira em 2010 impulsionou a audaciosa missão de criar uma indústria do cinema conscienciológico. O Jornal da Cognópolis, sempre atento às iniciativas que impulsionam a divulgação e o desenvolvimento da Conscienciologia, entrevistou Paulo André Norberto, que trouxe um relato exclusivo sobre o assunto.
Nesta entrevista, ele oferece uma visão aprofundada da jornada para levar a história do amparador E.M. (Extraterrestrial Mentor) para as telas; fala sobre a gênese do projeto; os desafios superados pela Comunicons e o pioneirismo do Curso Escreva na formação de roteiristas; e ainda como o cinema conscienciológico se posiciona como um pilar estratégico para o avanço do paradigma consciencial, conectando a comunidade e o público em geral a novos patamares por meio das produções audiovisuais.
Cristina: Como foi o início do princípio do começo de todo esse processo que desencadeou na Comunicons o projeto da indústria do cinema conscienciológico?
Paulo André: Surgiu de maneira inesperada a partir de uma crise intraconsciencial numa viagem com o professor Waldo em Uberaba. No final de outubro de 2010, eu e minha parceira, Aline Niemeyer, voltávamos de uma viagem a Uberaba. Lá, acompanhamos o professor Waldo Vieira e outros voluntários da Conscienciologia na comemoração de seu jubileu de formatura em medicina.
Após aqueles dias intensos em Uberaba – com visitas à faculdade de medicina onde o professor se formou; a um centro cultural espírita em construção; à inauguração de uma unidade do IIPC e a uma palestra lotada, o que mais me impactou, porém, foi a clínica do professor Waldo, onde uma placa indicava “atendimento exclusivamente gratuito”. O impacto daquele lugar em mim é algo que ainda hoje não consigo decifrar.
Aqueles minutos na clínica, onde Waldo atendia gratuitamente quase 100 pessoas por dia, foram, creio eu, o gatilho que iniciou uma crise evolutiva. Na viagem de volta para Foz do Iguaçu, eu estava profundamente introspectivo, refletindo sobre meu processo de proéxis e a necessidade de ser muito mais assistencial do que vinha sendo. Minha baixa produtividade assistencial e as dúvidas sobre qual rumo, especialidade ou frente de proéxis priorizar eram a base da crise.
Em 2004 e início de 2005, quando me mudei para Foz, já havia articulado a criação da IC de Comunicação, a Comunicons, com outros amigos intermissivistas. No entanto, a análise do voluntariado de 5 anos na Comunicons contribuiu para me levar a essa crise, pois considerei que a minha atuação estaria em baixa produtividade assistencial, ao comparar com o que o professor Waldo realizara aos 28 anos como médico em Uberaba.
Ao chegar em Foz, decidi, no sábado seguinte, ir o mais cedo possível conversar com o professor. Era tímido e nunca havia tido uma conversa “para valer” com ele. Em 6 de novembro de 2010, passei entre 20 e 40 minutos conversando a sós com ele no Holociclo. Não havia mais ninguém ali; apenas eu e ele. Minha vida se divide entre antes e depois daquele momento.
Eu já sabia do meu megatrafor para o empreendedorismo: um articulador e visionário que não tinha dificuldade em pensar grande, sempre alinhado com os amparadores. Fui com um tema em mente: criar uma IC (Instituição Conscienciocêntrica) de Empreendedorismo. O objetivo seria ajudar jovens e voluntários interessados a desenvolverem negócios que os permitissem, primeiramente, sobreviver e, depois, construir uma base financeira para materializar a radicação vitalícia na Cognópolis, no oeste do Paraná, uma região ainda com poucas oportunidades de emprego.
Cristina: Quais foram os impactos desta conversa no Holociclo com o professor Waldo Vieira?
Paulo André: Cheguei com a decisão de “chutar o balde”, ou seja, ser extremamente sincero e abrir meu coração. Estava pronto para qualquer reação, pois sabia que as respostas do professor Waldo eram imprevisíveis, mas sempre carregadas de uma enorme potência assistencial. Eu esperava, inclusive, sair de lá com outra crise. Mas fui de peito aberto.
Contei tudo, apresentando-me como se tivesse acabado de chegar à Conscienciologia. Falei da minha crise, dos meus megatrafares e dificuldades, e até da minha proposta de criar uma nova instituição de Empreendedorismo – uma incubadora de novos negócios com fins lucrativos, visando a sustentabilidade dos voluntários.
Para minha surpresa, ele me acolheu e me impulsionou para cima, agindo como se faz com alguém em profunda crise que precisa, antes de tudo, recuperar a energia e a clareza para pensar. Começou dizendo que me acompanha desde quando pisei no IIPC, lá no início, em 1997. Aquilo me tirou da vibe em que eu estava, mudou meu holopensene. Falou, como falava sempre, “vou abrir o jogo!”, repetindo a frase três vezes. Disse que eu fui um tycoon no século XX nos EUA e que a empresa que fundei existe até hoje. Não tive coragem de perguntar nada.
Mais adiante na conversa, disse que eu fazia parte da equipe do Transmentor, dado meu grande interesse pelo tema da superdotação. Também não retruquei. Ao final da longa conversa, eu já estava me sentindo completamente à vontade para expressar tudo o que pensava e, para mim mesmo, decidi: “Vou falar tudo o que penso sobre o futuro da CCCI, da Cognópolis e da Conscienciologia”. Falei já preparado para uma reação negativa. Muito pelo contrário! Ele validou minha visão e compartilhou que vivia, como eu, uma certa solidão intrafísica, sem ter com quem conversar sobre suas reflexões. E disse: “Sabe com quem eu converso? Com os amparadores!” – deu uma gargalhada e me incentivou a desenvolver a comunicação com eles.
Ao final, ele se levantou, pegou a mala e foi em direção à porta para sair do Holociclo, gritando três vezes a mesma frase com o dedo em riste, olhando para mim: “Tudo o que você tiver de projeto, fala comigo que eu vou promover!”. Imagino que tenha dado passividade a algum amparador naquele momento para essa mensagem. Fui para casa e fiz um levantamento das ideias de projetos que eu tinha rascunhado ao longo de vários anos desde o início do meu voluntariado. E escolhi um.
Cristina: Então tiveram um segundo tempo para essa conversa?
Paulo André: Exatamente. Fui continuar a conversa em 10 de novembro – na época, ele atendia nos dias pares – desta vez com outra proposta. A criação de uma instituição de empreendedorismo não seria o caminho; eu deveria, sim, intensificar meu trabalho na Comunicons. Fui, mais uma vez, de peito aberto para qualquer reação dele, mas convicto de que a proposta seria um pilar da minha proéxis se ele apoiasse. Um projeto que dependeria de seu apoio, afinal, envolveria a Conscienciologia e a CCCI intimamente.
– Waldo, você pediu para eu trazer um projeto. – Olhou firme para mim e continuei: – Eu gostaria de levar a trilogia E.M. – Zéfiro – Waldo Vieira para o Steven Spielberg.
Passei mais 1 ou 2 minutos argumentando… Ele me interrompeu dizendo:
– Esses são os temas mais importantes da minha vida… Você pode ir depois da tertúlia à minha casa? – Sim, professor. – E assim fiz.
Ao entrar, me assustei ao ver sentados no sofá da sala cinco voluntários que trabalhavam diretamente com o professor Waldo nas atividades da Conscienciologia. Mas logo pensei: “O Waldo quer validar esta proposta ousada junto a eles”. E assim foi. Repeti a proposta da trilogia E.M. – Zéfiro – Waldo Vieira e, de repente, ele diz: “Essa ideia não é do Paulo! Essa ideia é do Lloyd Dinkelspiel”. Até aquele momento eu nunca tinha ouvido falar neste amparador. Lloyd foi um advogado de alto nível, riquíssimo — de San Francisco, Califórnia. Trabalhava para grandes empresas na época e participou da gestão de Stanford. Dessomou em 1959 e é, hoje, amparador da CCCI na especialidade megaempreendedorismo, por exemplo, no Megacentro Cultural Holoteca (MCH).
O professor Waldo encerrou a conversa dizendo que estaria disponível para o projeto. E eu, que não sabia nada de produção de cinema e não sou cinéfilo, teria que assumir todo aquele processo empreendedor, criativo e assistencial. É muito curioso o fato de que eu pensava no binômio E.M. – Spielberg desde que conheci a história do E.M. em 1997. Nunca tive contato com o E.M. no ECP2, por exemplo. E o professor Waldo afirmou que seria uma inspiração do tal Dinkelspiel, a quem eu acabara de ser apresentado.
Cristina: E sem experiência no cinema como você procedeu?
Paulo André: Desde o início do meu voluntariado — talvez até antes, desde que pisei no IIPC para uma palestra da professora Malu Balona em janeiro de 1997, ou quando fiz o Curso de Projeciologia 1 — sempre enxerguei o paradigma consciencial como o próximo passo civilizatório da humanidade. Sou de família de comerciantes de pai e mãe, e esse holopensene aflorou no meu voluntariado. Eu me posicionei pelo voluntariado no marketing e comunicação desde o início até a criação e atuação na Comunicons. Sempre tive clara para mim a proéxis de tornar a Conscienciologia acessível a todos do planeta, assim como facilitar a chegada dos intermissivistas. Até hoje me emociono quando vejo um novo intermissivista chegar à CCCI.
Minha experiência de voluntariado no IIPC, tanto na Tijuca quanto em todo o Rio de Janeiro, incluiu epicentrar palestras para centenas de pessoas e atingir recordes de novos alunos no Curso Integrado de Projeciologia. Eu estava presente em estandes do IIPC na praia de Ipanema ou na Bienal do Rio, e cheguei a colar cartazes em ônibus durante as madrugadas em favelas como a Rocinha. Após essa dedicação, fui convidado para um duplo vínculo na coordenação da comunicação do IIPC, na gestão do então presidente Alexander Steiner, quando Mabel Teles, a coordenadora anterior, se mudou para Foz do Iguaçu em 2003.
Com um voluntariado dedicado à divulgação da Conscienciologia e após as conversas com o professor Waldo Vieira, decidi mergulhar no universo do cinema. Meu objetivo era entender essa indústria, superar desafios para que a Comunicons pudesse criar o “cinema conscienciológico” e, assim, colocar o audiovisual a serviço da divulgação científica do paradigma consciencial para diversos públicos-alvo: do pré-intermissivista ao cientista eletronótico, chegando ao intermissivista. São públicos diferentes, que exigem formas e objetivos distintos na comunicação, mas com um ponto em comum: a necessidade de alertar o mundo de que há uma luz no fim do túnel da baratrosfera materialista e egoísta em que estamos imersos, e de que uma revolução paradigmática está em curso.
Fui ao Rio2C, o maior evento do audiovisual da América Latina. Acompanhei pitches de produtores e roteiristas para canais de TV, nacionais e internacionais, assim como para grandes estúdios de Hollywood, Europa e Oriente. Comecei a interagir com esse holopensene profissional, um universo paralelo dos bastidores do cinema, da TV e do streaming internacional. Também fui em 2013 para Los Angeles com a minha dupla, Aline Niemeyer, para conhecer os estúdios de cinema. Visitamos a Universal, Sony, Paramount e Warner, entre outros pontos daquela cidade, para respirar aqueles ares.
Cristina: E na Comunicons, quais foram as ações, iniciativas e primeiros resultados palpáveis no caminho deste grande objetivo maxiproexológico?
Paulo André: Inicialmente, assumi a força-tarefa de produzir conteúdos sobre o E.M. e o Zéfiro. Propus ao professor Waldo Vieira que Mabel Teles pesquisasse e escrevesse um livro sobre o Zéfiro, e a Amaury Pontieri que fizesse o mesmo sobre o E.M., escolhendo conscienciólogos experientes e com trafores específicos para cada tema. O professor validou os nomes e iniciamos, em 13 de maio de 2011, entrevistas semanais com o próprio professor Waldo no Tertuliarium. A cada semana, toda sexta-feira às 9h, um tema. Eles deixavam uma lista de perguntas para o professor no dia anterior e, na sexta, tínhamos 2 horas de entrevista.
Em maio do ano seguinte, 2012, finalizamos as entrevistas, e o professor Waldo utilizou aquele mesmo horário no Tertuliarium para iniciar as minitertúlias diárias. Disse que havia uma demanda extrafísica que não poderia deixar de atender. Eu não sabia nada, zero sobre a indústria do cinema. Imaginei que precisaríamos de um livro que servisse de base para um roteiro. E, em paralelo, faríamos um filme promocional para apresentar o professor Waldo Vieira em futuros pitches para produtores e para a indústria do audiovisual de maneira geral. E lá fui eu, com muita vontade e sabendo que havia muito amparo ao projeto, e que iria aprender no caminho.

Após um ano de entrevistas, em 2012, enquanto Mabel e Amaury trabalhavam em seus livros, eu e a voluntária Kíria Meurer – jornalista experiente do Globo Repórter e voluntária da Comunicons – criávamos um vídeo sobre Waldo Vieira, exatamente no formato do programa que Kíria dominava. Assim, tínhamos três frentes iniciadas em paralelo: Livro do Zéfiro, livro do E.M. e filme sobre Waldo Vieira. Sabia que seria uma fase de muito aprendizado.
Em 14 de fevereiro de 2014, fizemos a avant-première do Documentário Waldo Vieira Vida e Obra, com roteiro e direção da Kíria Meurer, coprodução da AIEC e Comunicons. E Mabel lançava, em agosto do mesmo ano, o livro Zéfiro – Paraidentidade intermissiva de Waldo Vieira.

Em 2013, iniciei a produção do Documentário sobre o E.M. com Helena Santana, voluntária da Comunicons e jornalista com experiência de edição da RPC TV de Foz do Iguaçu. Helena trabalhou no roteiro e na direção, e contratamos o diretor de fotografia Marco Rempel para o projeto. Em 2014, Amaury, Helena e Marco viajaram para a Finlândia, indo até a Lapônia e filmaram o documentário.

Diante do aprendizado obtido com essa construção inicial para a indústria do cinema conscienciológico, tomamos decisões que abriram novas frentes de trabalho. A principal delas foi a criação do Curso Escreva – Escola de Roteiros Evolutivos Assistenciais. A indústria do cinema sempre começa com um livro, um roteiro ou uma ideia, e termina com o consumidor final no cinema ou no streaming – em nosso caso, o “assistido” da tares. Existe um processo profissional que vai do roteiro à exibição, uma verdadeira linha de montagem. E é nesse universo que temos aprendido, desde a conversa no Holociclo em novembro de 2010.
A Comunicons decidiu dominar a parte intelectual e mais importante do negócio do cinema: o roteiro, o conteúdo. Tudo se desenrola a partir dele. Com o Curso Escreva, a Comunicons ambiciona epicentrar uma geração e uma comunidade de roteiristas, perpetuando-se no tempo, assim como o professor Waldo Vieira e a Editares fizeram com os autores. É importantíssimo que se entenda que as técnicas e os fundamentos de um bom texto são os mesmos de um bom roteiro: manter a atenção e a compreensão da mensagem. A Editares e a Comunicons se complementam enquanto produtoras e promotoras de conteúdo da Conscienciologia: o livro e o filme.

Cristina: Fale mais sobre a abertura dessa frente assistencial para a Conscienciologia, que é o fomento da formação de roteiristas conscienciólogos através do Curso Escreva – Escola de Roteiristas Evolutivos Assistenciais.
Paulo André: Iniciamos a primeira turma em fevereiro de 2019 com o genial autor de novelas da Rede Globo, Lauro César Muniz. Começamos com o pé direito com uma masterclass de altíssimo nível. Nesta mesma turma, tivemos a oportunidade de trazer para Foz, para masterclasses presenciais no Hotel Interludium: Paulo Cursino (roteirista com a maior bilheteria do Brasil com seus roteiros de filmes de comédia), Lusa Silvestre (roteirista mais premiado do Brasil), Francisco Ramalho (produtor do filme O Beijo da Mulher Aranha, agraciado com Oscar de melhor ator e mais 3 indicações ao Oscar), Lucia Novaes (produtora de série para a GNT e, hoje, voluntária da Comunicons) e Claudia Natividade (super produtora da Zencrane Filmes do cinema brasileiro que apreciou os pitches dos projetos dos alunos desenvolvidos no Curso Escreva).
A Comunicons está, hoje, em 2025, com a 3ª turma do Curso Escreva em andamento. Em agosto, teremos uma masterclass com um dos maiores especialistas brasileiros em efeitos especiais com IA. Uma realidade que é um terremoto paradigmático na produção audiovisual. Em pouco tempo, qualquer um terá acesso fácil e barato à criação de um longa com qualidade visual melhor que qualquer filme da década de 90. Qual será a diferença? O principal, o roteiro. A história e como ela é contada é que faz a diferença: o conteúdo e as técnicas paradidáticas do roteiro conscienciológico.
Além de expandir nossas habilidades tarísticas, o Curso Escreva é um programa cultural de alto nível. Nele, o aluno, ao qualificar sua comunicabilidade interassistencial, expande sua cultura com debates incríveis. Em 2024, por exemplo, Ramalho nos passou um texto de um autor coreano para lermos, e depois assistimos ao filme baseado nele, fazendo a crítica. É inevitável pensar em um curso inspirado no conceito de Heterocrítica de Obra Útil, adaptado para filmes.
Amaury Pontieri e Ana Paula Simões são os experientes professores conscienciólogos que epicentram e mediam o Curso Escreva. O objetivo do curso é a produção de roteiro realizada pela turma – um trabalho desenvolvido ao longo de um ano. No último encontro, ele é avaliado por quem compra roteiros no mercado. Sempre na última masterclass temos a presença na Cognópolis de um profissional do mercado, um produtor comprador de roteiros para produção. Uma “chapa quente” onde, de verdade, os alunos podem até vender ou coproduzir um filme real com um produtor profissional.
Um efeito colateral do Curso Escreva, premeditado quando o desenvolvemos, foi o inevitável networking que construiríamos com os melhores profissionais do mercado do cinema brasileiro. Vejo que esse networking é importante para a Editares, por exemplo, e para todas as instâncias de pesquisa da CCCI que trabalham mais explicitamente com pesquisa. A Editares só tem a ganhar conhecendo o universo editorial profissional. Por exemplo, assessorias de imprensa profissionais que divulgam livros na grande mídia: Folha de São Paulo, O Globo, revista Veja e, claro, nas mãos dos maiores influencers do mercado editorial, chamados de booktubers. Conheci uma super assessoria de imprensa desse nível no Rio de Janeiro, e lá na reunião com as donas eu só pensava na Editares. Assim como devemos participar dos grandes eventos de pesquisa com temas ligados à consciência e ao parapsiquismo, também devemos participar de eventos externos que contribuam para nossas atividades.
Hoje, existe muita abertura na universidade tradicional para essa interação. Essa foi uma das intenções do professor Waldo Vieira ao promover a revista Interparadigmas. Mas estamos avançando nesse tópico também. Há duas semanas, a Reaprendentia promoveu no Programa de Aceleração da Erudição (PAE) sobre Projeciologia a apresentação dos pesquisadores e autores do livro Ciência da Vida Após a Morte. A Ectolab, por sua vez, tem uma grande frente de interação com pesquisadores de universidades brasileiras e internacionais. O conscienciólogo Leonardo Paludeto, por exemplo, está finalizando um doutorado com um pesquisador líder do instituto IONS da Califórnia sobre EV. Ulisses Schlosser e Rodrigo Marchioli tiveram apresentações aprovadas e realizadas no principal evento científico internacional sobre a consciência, o The Science of Consciousness (TSC). Portanto, estamos entrando, aos poucos, em uma fase de interações de alto nível com a Socin, levando a Conscienciologia de uma maneira profissional. O Megacentro Cultural Holoteca (MCH) será o símbolo desse novo momento. O MCH será o organizador da comunicação da Conscienciologia em função da necessidade inerente ao seu escopo. Do acolhimento aos visitantes presenciais na Cognópolis até o acolhimento virtual na internet, o MCH polarizará estas soluções pendentes. Se 1% dos visitantes anuais das Cataratas do Iguaçu brasileira visitarem o MCH e a Cognópolis, teremos um fluxo anual de mais de 20 mil conscins. Se forem 2%, 40 mil.
Cristina: Como está o status atual de todo esse ousado processo de criação dessa indústria do cinema conscienciológico?
Paulo André: Podemos afirmar que escolhemos a história do E.M. como a frente principal de todo este projeto. O projeto da biografia do professor Waldo Vieira está sob responsabilidade da dupla Nara Oliveira e Everton Santos, que têm um desafio enorme, pois dispõem de todo o material do Waldo desde sua infância. O livro Zéfiro, da Mabel, apesar de já lançado, é uma história que demanda muita pesquisa histórica para um filme ou série bem-sucedida, imaginando uma equipe dedicada ao levantamento detalhado. Já a história do E.M., embora complexa por envolver uma consciex extraterrestre, possui muito menos elementos do que a do Zéfiro. Além disso, fizemos as entrevistas com o Waldo tanto para o livro do Amaury quanto para o documentário do E.M., e temos as informações que o professor Waldo tornou públicas. Assim, vale uma enumeração para facilitar a visão de conjunto:
Realizados:
- Entrevistas com Waldo Vieira sobre E.M. e Zéfiro (Amaury Pontieri e Mabel Teles, 2012).
- Documentário Waldo Vieira, Vida e Obra (Kíria Meurer, AIEC e Comunicons, 2014).
- Três edições do Curso Escreva (Amaury Pontieri e Ana Paula Simões, Comunicons, 2019 a 2025).
- Livro Zéfiro – Paraidentidade intermissiva de Waldo Vieira (Mabel Teles, Editares, 2014).
- Série E.M. para o YouTube (Ana Paula Simões, Marcelo Coelho e Paulo André Norberto, Comunicons, 2025).
Em produção:
- Documentário sobre o E.M. (roteirista e diretora Helena Santana, Comunicons).
- Livro E.M. (Amaury Pontieri, Comunicons).
- Livro-roteiro E.M. (Paulo André Norberto, Comunicons).
- Projeto de marketing para o livro-roteiro E.M. (Paulo André Norberto, Comunicons).
Futuro:
- Cinema. Sede da Comunicons.
- Festival Internacional de Cinema de Foz do Iguaçu.
- Polo de Cinema em Foz do Iguaçu.
Cristina: O que mais gostaria de nos contar sobre todo esse projeto do cinema conscienciológico em desenvolvimento?
Paulo André: Em 2005, ainda estávamos no desenvolvimento da pré-IC, e um dos voluntários na época, o Dimas Bragagnolo, foi a um ECP2 e pediu orientações para a IC de Comunicação, que ainda nem se chamava Comunicons. O amparador, através do epicon, alertou sobre a importância da IC para o grupo e continuou exatamente assim: “Esta IC exerce muito poder e fascínio. É necessário evitar ao máximo as manifestações psicossomáticas. Esta IC é muito importante para todos nós. A comunicação é a chave da evolução. Vocês ainda não compreenderam nem 1% do que essa IC representa. Ainda não têm a real noção das suas responsabilidades. Precisam deixar de lado seus desejos pessoais em relação à IC e expandir suas visões. Precisam enxergar através da cosmovisão. Vamos em frente. Ajudaremos vocês ao máximo. Estaremos 24h junto com vocês. Esta IC é crucial para nossas proéxis grupais. Nos fizemos entender?”.
Além desta importante mensagem que Dimas nos trouxe do ECP2 alguns meses antes da fundação da Comunicons, quero compartilhar a síntese dos meus mais de 25 anos de reflexão sobre o tema Divulgação da Conscienciologia:
- Segundo o professor Waldo Vieira, hoje já são milhões de intermissivistas ressomados. Entendo que nem todo intermissivista será conscienciólogo. Por outro lado, a CCCI está estagnada em aproximadamente 2 mil voluntários há muitos anos.
- Existe uma espécie de lotação holopensênica grupal para o acolhimento de um fluxo de novos intermissivistas na CCCI. A desperticidade média grupal é uma medida importantíssima que dita a saúde e a capacidade de acolhimento de novos voluntários. Imagino que deva existir uma função matemática que defina o ponto ótimo do fluxo de novos voluntários, mantendo a saúde do grupo evolutivo em função do contrafluxo natural com a chegada de novos intermissivistas voluntários.
- O crescimento da CCCI é exponencial, apesar de não parecer. Se levarmos em conta a produtividade gesconológica, verbetográfica e parapedagógica, estamos em pleno processo de aceleração, porém bem antes do “joelho” dessa curva exponencial. Não existe nenhum conscienciólogo que acompanhe todos os cursos, gescons e projetos da CCCI hoje. A especialização torna-se uma realidade.
- Enquanto estivermos sob a reurbex, parece-me que a CCCI não terá uma mudança significativa de ordem de grandeza do número de voluntários e pesquisadores. Ouvi em uma tertúlia do salão verde o professor Waldo Vieira compartilhar de uma expectativa de 5 mil a 10 mil voluntários.
- Existe uma modulação dos amparadores da CCCI do crescimento da própria CCCI. A desperticidade média grupal parece-me ser a variável principal que permite essa expansão. A maturidade grupal apresenta uma proporcionalidade com a divulgação da Conscienciologia.
- Hoje, em 2025, ainda não temos um site de referência para compartilharmos com amigos. Um repositório com dados e links prioritários para uma apresentação clara e objetiva para jornalistas, pesquisadores e pessoas comuns.
- Parece que desenvolver a indústria do cinema conscienciológico neste cenário descrito seria um despropósito. Mas é exatamente nessa direção e sentido que estamos avançando também.
Cristina: Finalizando a entrevista, quais seus últimos apontamentos?
Paulo André: Quero finalizar dizendo que sou muito otimista, a partir de fatos, com a divulgação e o amadurecimento grupal da Conscienciologia. Um depende do outro. Um fato muito sério para o desenvolvimento da CCCI é que hoje temos dezenas de tenepessistas, professores de ICs, pesquisadores e consciencioterapeutas, por exemplo, que estão com alta produtividade e suas recins em dia e que não conheceram o professor Waldo Vieira. Chegaram na CCCI após sua dessoma, em 2015, e esse dado explicita o nível de maturidade grupal que alcançamos.
E a pergunta que não quer calar: “O E.M. vai chegar primeiro em Hollywood ou na Cognópolis?”. Brincadeiras à parte, seria incrível o E.M. fazendo um pitch para o Spielberg sobre a própria história com o professor Waldo Vieira. O professor Waldo nos afirmava e repetia para quem quisesse ouvir que o E.M. chegaria no CEAEC na época dos seus 20 anos; hoje ele deve estar com seus 26 anos. Na série E.M. que estamos fazendo com voluntários que tiveram experiências com o E.M. nas décadas de 80 e 90, temos um relato incrível da veterana Débora Machado. Ela relata que recebia em sua casa, extrafisicamente, o E.M., desde os seus 5 anos. Cresceu acostumada com o E.M. levando-a para projeções lúcidas. Conhecia muito bem as energias do “amigo lagartão”. Até que no ano passado, em agosto de 2024, Débora relatou que, antes de sua tenepes, os amparadores a retiraram do corpo e a levaram até o jovem finlandês que seria o E.M., e ela realizou uma incorporação no jovem. Viu através de seus olhos a aurora boreal. Se Débora não estiver enganada, parece que o Zéfiro está aprontando essa reconexão do E.M. com a CCCI. Bem, parece que continuaremos tendo bastante diversão pelos próximos anos aqui pela CCCI. Ao infinito e além!
Para saber mais acesse:
Entrevistadora: Cristina Bornia
Entrevistado: Paulo André Norberto
Foto e vídeo: acervo de Paulo André Norberto
Expediente: Edição 264 - Julho e Agosto de 2025
Jornalista responsável: Amaury Pontieri – MTB nº 23.154-SP
Coordenação: Leonardo Ribeiro
Secretária e Editora: Cristina Bornia
Redatores de conteúdo: Cecilia Roma, Cristina Bornia, Sónia Luginger e Leonardo Ribeiro
Revisor de conteúdo: Luiz Antonio de Oliveira
Revisor ortográfico: Maria Koltum
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Conformidade com a política editorial (Conselho Editorial): Amaury Pontieri e Denise Paro
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