Karine Brito espalha ‘Gratidão’ pela a CCCI

Nova gescon aprofunda o traço-força da gratidão

Em constante expansão, a Conscienciologia tem inspirado autores a aprofundar temáticas cada vez mais específicas. Foi nesse contexto que a pesquisadora Karine Brito lançou o livro Gratidão: reconhecer, expressar e retribuir.

Karine Brito recebendo o seu livro na Editora Editares (Foto: acervo Editares).

Karine Brito é graduada em Psicologia e Comunicação Social, Mestre em Psicologia Social do Trabalho e das Organizações, Doutora em Psicologia Clínica e Cultura; brasileira, natural de Salvador, BA; voluntária da Conscienciologia desde 2001; docente de Conscienciologia desde 2003; consciencioterapeuta desde 2018.

Entrevista

Agora, ela conversa com os leitores do Jornal da Cognópolis, compartilhando os motivos da escolha do tema, os bastidores da escrita e as reflexões que marcaram essa obra:

Sónia: A gescon Gratidão é um livro, que apesar de técnico, revela muitos traços pessoais. Depois do processo de escrita e com o livro na mão, qual foi sua maior reciclagem?

Karine: A maior reciclagem tem sido o autoenfrentamento sincero do trafar da ingratidão, permanecendo autovigilante para as reações pró-ingratidão no dia a dia. Lembrando que a ingratidão (traço-fardo) e a gratidão (traço-força) estão em um continuum. São duas faces da mesma moeda. Ledo engano achar ser possível desenvolver a gratidão sem mitigar eventuais resquícios de ingratidão no microuniverso consciencial. Sem dúvida, admitir o autodiagnóstico de ingratidão foi o princípio desta recin, denotando abertismo consciencial para genuinamente me tornar uma pessoa grata.

Sónia: Reconhecer, expressar e retribuir. Qual é a melhor forma de cada uma destas etapas?

Karine: Reconhecer, expressar e retribuir são três reações cosmoéticas que compõem a vivência da gratidão. O ideal é a pessoa vivenciar integralmente o ciclo dar-receber-retribuir, experimentando cada etapa de modo autoconsciente. O reconhecimento espontâneo das benesses recebidas é a condição “ideal”, contudo, para alcançar esse patamar, a consciência precisa estudar de modo técnico e sem dramas as reações pessoais diante de situações em que recebe (assistido) e oferece ajuda (assistente). A melhor forma de vivenciar esse ciclo completo é em primeiro lugar ampliar a autocognição sobre a vivência da gratidão, só assim a pessoa conseguirá identificar reações pró-gratidão e pró-ingratidão, fazendo as recins necessárias para aprimorar o desenvolvimento desta qualidade.

Sónia: Pode falar como fazemos o nosso  ‘autodespertamento da gratidão’?

Karine: O autodespertamento da gratidão é uma opção lúcida por iniciar o desenvolvimento desse trafor. No livro apresento uma técnica que desenvolvi logo no início das minhas pesquisas com base nas inspirações dos amparadores. A ideia é estimular a vivência da gratidão a partir de um evento relevante. No meu caso, foi a cirurgia de angioplastia. Ao listar as pessoas, os parafatos, os aportes recebidos e os motivos de gratidão relacionados à situação escolhida, percebi nítida ampliação da cosmovisão, maior compreensão da interdependência evolutiva e múltiplas oportunidades de retribuição. Para favorecer o autodespertamento honesto da gratidão é fundamental aplicar em cada etapa desse mapeamento o atributo mental do autodiscernimento. Após o autodespertamento da gratidão, recomenda-se a aplicação das demais técnicas a fim de refinar a vivência gratulatória com ênfase na retribuição.

Sónia: Houve alguma interação consciencial que considere mais inusitada, ou marcante, decorrente da apresentação do seu livro?

Karine: Trazer à tona um sentimento elevado de modo técnico parece ter sido marcante. Por vezes encontro pessoas que leram, ou estão lendo o livro, e comentam que a obra tem ajudado bastante, pois a pessoa achava que era uma pessoa grata, e percebeu que ainda tinha vestígios de ingratidão no microuniverso consciencial. Enxergar isso, sem dramas, de modo racional e técnico, é algo precioso do ponto de vista autoconsciencioterápico. Uma interação inusitada foi encontrar no banheiro, em evento da CCCI, uma pessoa que me reconheceu como a “menina da gratidão”, em razão da publicação do livro. Percebo o holopensene consistente de gratidão pelo aprofundamento do tema ao longo desses 17 anos de pesquisa e que isso fortalece o autoexemplo e inspira.


Sónia: Pensa em produzir uma outra gescon na sequência desta?

Karine: Sim! Essa é a ideia. Contudo, não será uma continuação deste tema. Estou retomando o estudo da especialidade Paraprofilaxiologia. Já trabalho profissionalmente com prevenção na socin desde 2008. A proposta é aprofundar a compreensão das profilaxias das imaturidades conscienciais. A intenção é retribuir todos esses aprendizados que obtive com a minha formação no doutorado em Psicologia Clínica. Afinal de contas, a gratidão é para ser colocada em prática.

Sónia: Para quem ainda não leu Gratidãoqual a dica que dá?

Karine: Não deixe para amanhã a leitura que você pode iniciar hoje! O desenvolvimento da gratidão é uma escolha lúcida capaz de ampliar o autodiscernimento quanto ao convívio cosmoético. Você pode pensar assim: “eu já sou grato(a)”, não preciso ler esse livro. Se assim for, sugiro usar o princípio da descrença “Não acredite em nada. Experimente. Tenha as suas experiências pessoais”. Busque então aprimorar a vivência da gratidão, você não tem nada a perder com isso. Agora, se há receio de encontrar vestígios de ingratidão no meu microuniverso consciencial, o livro é uma ótima pedida, pois aqui partilho com você a minha trajetória, mostrando porque e como fiz para encarar de frente esse trafar, possibilitando ajudar outras pessoas a desenvolver de modo autoconsciente essa qualidade. Fica o convite!

O livro foi apresentado no Círculo Mentalsomático e, em seguida, em uma live da Editora Editares, que contou com a participação da editora Magda Stapf e de convidados. 

Karine Brito recebendo seu livro das mãos da sua editora e  Coordenadora da Editares, Magda Stapf. (Foto: acervo Editares)
Karine Brito no lançamento do seu livro no hall de entrada do Tertuliarium. (Foto: acervo Editares).
Karine com a coordenadora da Editares, à direita, e com a secretária da Editares Angélica, à esquerda. (Foto: acervo Editares).
Karine Brito dando autógrafo a Cristina Ellwanger. (Foto: acervo Editares).
Para saber mais acesse:
Autora: Sónia Luginger
Entrevistada: Karine Brito
Foto e vídeo: acervo Editares

Expediente: Edição 264 - Julho e Agosto de 2025

Jornalista responsável: Amaury Pontieri – MTB nº 23.154-SP

Coordenação: Leonardo Ribeiro
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