Duas Décadas das Dinâmicas Parapsíquicas em Debate

Homenagem ao propositor Moacir Gonçalves

A comemoração do vintênio das Dinâmicas Parapsíquicas (DP) da Comunidade Conscienciológica Cosmoética Internacional (CCCI), proposta pela equipe da coordenação das Dinâmicas Parapsíquicas do CEAEC (Liege Trentin, Wagner Jorcuvich, Juliana Matoso e Ricardo Oliveira) aconteceu no Círculo Mentalsomático, dia 02 de dezembro de 2023, sob a mediação da professora Lane Galdino, com bolo e boas conversas ao final, na entrada do Tertuliarium. 

Foto: Coordenação das Dinâmicas Parapsíquicas do CEAEC

O evento reuniu epicentros conscienciais (epicons), equipes de monitores e participantes das DP, para a homenagem, em memória, ao propositor Moacir Gonçalves, debate sobre o impacto das Dinâmicas Parapsíquicas nas Instituições Conscienciocêntricas (ICs), sugestões para integração entre as DP e perspectivas para a próxima década. 

Debatedores do Círculo Mentalsomático 607 e representantes das Dinâmicas Parapsíquicas. (Foto: Equipe Coordenação das DP do CEAEC)

“A Dinâmica Parapsíquica é a atividade grupal realizada sempre no mesmo  horário e local, semanalmente, com o objetivo de desenvolver o parapsiquismo, a bioenergética, o epicentrismo consciencial, o auto e heterodesassédio, e a  interassistencialidade multidimensional teática, dirigida por epicon, conta com o apoio de equipe de monitoria intrafísica” (Gonçalves & Salles, 2013, p.47).

A teática (teoria e prática) nas Dinâmicas Parapsíquicas corresponde à aplicação de uma ou mais técnicas de modo sistematizado, com mecanismos de funcionamento e organização dos parapsiquistas participantes de modo específico. Geralmente objetiva o desenvolvimento de determinado fenômeno. Cada dinâmica  busca desenvolver diferentes atributos autopesquisísticos e intraconscienciais”  (Gonçalves & Salles, 2013, p.51).

As DP iniciaram em 2003, no Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC), com os Grupos de Desenvolvimento Parapsíquico na Prática, epicentrados  pelo professor Moacir Gonçalves, inclusive realizando itinerâncias,  tendo a participação de alunos e voluntários da Conscienciologia. 

A sustentabilidade energética das DP contribuiu significativamente para  a reabertura dos trabalhos das Instituições Conscienciocêntricas (ICs) no período pós-pandemia.  

Em dezembro de 2023, a CCCI  alcançou a totalidade de 40 Dinâmicas, sendo 20 realizadas no CEAEC (de domingo a domingo), e 20 em outras ICs, havendo também   Dinâmicas Parapsíquicas Supervisionadas (DPS).

A média  de participações é: 510 semanais e 25.500 anuais, nas DP da Cognópolis Foz do Iguaçu. Consequentemente, o desenvolvimento do autoparapsiquismo, haurido pelas autopesquisas nas DP, qualifica a interassistência e os participantes chegam mais preparados aos cursos de campo e demais atividades conscienciológicas.

No Círculo Mentalsomático, os debatedores expressaram a gratidão ao professor Moacir e comentaram as benesses percebidas a partir das experiências pessoais e grupais nas DP. A importância do debate pode ser observada nas variáveis apresentadas nos depoimentos relatados, a seguir, na ordem cronológica.

Sobre os reflexos das DP nas consciências e na IC:

Para Mabel Teles, epicon, as DP proporcionaram virada total nos trabalhos da CCCI, desde o início, quando o professor Moacir começou as atividades e, posteriormente, as propôs oficialmente em ambiente e holopensene adequados para desenvolver a paraperceptibilidade. Mabel destacou a abertura e o empoderamento dos voluntários e pesquisadores da CCCI ao entenderem que poderiam desenvolver o autoparapsiquismo. 

Já Rosemary Salles, duplista do professor Moacir e primeira coordenadora das dinâmicas parapsíquicas do CEAEC, mencionou a regularidade e a frequência semanal; a horizontalidade nas práticas geradas pelo perfil do professor Moacir; o treinamento do epicentrismo interassistencial aplicando 99% de prática e 1% de teoria. Destacou também a assunção da responsabilidade ao lidar com o próprio parapsiquismo sem depender de outros.

Lane Galdino, monitora, ressaltou a importância da assiduidade dos participantes na DP, pois amplia a interação entre equipe intrafísica e extrafísica, oportuniza novas experiências e o revezamento de funções ora como assistido, ora como assistente. 

Adélio Conter, da Comissão de Interassistência Tecnológica (CIT), mencionou  a proteção energética gerada pelas DP ao Campus do CEAEC, a conexão com o ECP2, devido à pararreurbanização local onde a IC está fixada, a potencialização da autoparapsiquismo e da interassistência, inclusive  a possibilidade de tornar-se célula do estado mundial.  

Marina Thomaz, epicon, apresentou gratidão pela oportunidade do tema, gratidão à pessoa do propositor das DP e também ao Círculo Mentalsomático. Segundo sua experiência, a assistência que já era feita antes do CEAEC, e que facilitou a chegada de todos a Foz do Iguaçu, foi otimizada com a implantação das DP. Marina agradeceu a possibilidade da projeção lúcida no ambiente extrafísico do CEAEC porque facilita o trabalho da assistência em geral e na tenepes, pois, diante de uma demanda trabalhosa com relação à assistência, é comum os amparadores trazerem para o extrafísico do CEAEC. Dessa maneira, ela teve a oportunidade de aprofundar as pesquisas quanto à projetabilidade lúcida. 

Dayane Rossa, epicon, destacou a criação ou fortalecimento dos vínculos entre os participantes e o próprio epicentro consciencial da dinâmica. Para ela, a  interação semanal com as pessoas cria entrosamento permitindo as recomposições grupocármicas e pode favorecer também os trabalhos no voluntariado. 

Gabriel González, monitor, lembrou das atividades parapsíquicas com Moacir, atraindo dentre a paraelencologia, a atenção da amparadora Rose Garden, que continua supervisionando os trabalhos multidimensionais na Cognópolis. Comentou ter compilado  um banco de dados formado pelas anotações das experimentações relatadas pelos participantes e  concluiu: “Não dá para imaginar o CEAEC sem as Dinâmicas”. 

Sobre o impacto positivo das Dinâmicas Parapsíquicas nas  ICs:

Ailton Maia, epicon e coordenador geral do IIPC, relatou variáveis hauridas na autovivência ao implantar a Dinâmica na cidade do Rio de Janeiro, onde não há a parassegurança consolidada, como acontece na Cognópolis. Também falou sobre o valor dos aportes didáticos, a exemplo dos livros Dinâmicas Parapsíquicas (Gonçalves & Salles, 2013) e Competências Parapsíquicas (Justi, Lascani & Rossa, 2018), que abrem picadas permitindo o desenvolvimento de Dinâmicas Supervisionadas em localidades distantes, sendo modelo científico replicável. Para ele, os projetos institucionais promovem reciclagens e a DP tem apoiado no suporte para o desenvolvimento dessas reciclagens. Isso fortalece o grupo e  tem contribuído para a construção do Projetarium do IIPC em Foz do Iguaçu, surgindo a partir daí sua pesquisa sobre assistência transgrupal, que entende favorecer a conquista da policarmalidade.

Sobre as Dinâmicas Parapsíquicas Supervisionadas (DPS):

Ana Luiza Rezende, epicon e coordenadora geral do CEAEC, esclareceu sobre o trabalho do Conselho dos Epicons (CE), realizado a partir de 2014, quanto à estruturação dessas DPS e a possibilidade de acontecerem em locais que possuem sede de alguma IC estruturada, com voluntários presenciais ativos. Quanto aos procedimentos para a implantação da DPS, é preciso solicitar à UNICIN a qual encaminha ao Conselho de Epicons. Então são analisadas as possibilidades de um epicon viajar mensalmente para aquela localidade, a fim de orientar e acompanhar as atividades, e também de ter dois coordenadores. Ana Luiza ressaltou ainda a importância das dinâmicas para a sustentação das lideranças das ICs.

Sobre a expansão das Dinâmicas Parapsíquicas Supervisionadas:

Gisele Salles, epicon e coordenadora das DP no Conselho dos Epicons, explicou que existem possibilidades desde que a IC esteja organizada com a base física otimizada e funcionando há pelo menos 6 meses, além de voluntários veteranos comprometidos com o trabalho. Segundo ela, a DPS vai ajudar a sustentabilidade da IC, mas é preciso que a IC tenha a sustentação básica para poder manter uma dinâmica parapsíquica. A retomada das DP foi gradual, por isso mesmo, a necessidade da base física. Essa modalidade já acontece em Recife, Florianópolis, São Paulo e Curitiba. Há demandas em processo de avaliação, a exemplo de  Porto Alegre e Blumenau.

Já Ricardo Oliveira, voluntário da Equipe de Coordenação das DP do CEAEC, trouxe a variável das equipes de monitores, assíduas e engajadas, dando apoio ao epicon e participantes na sustentação das atividades do ponto de vista intrafísico e extrafísico (no CEAEC são 20 equipes totalizando 51 monitores). Ele abordou a contribuição que esse trabalho proporciona na autopesquisa parapsíquica, conscienciométrica, consciencioterápica, em todo o processo evolutivo das pessoas que fazem parte das dinâmicas.

Lucas Rinaldi, monitor e coordenador da Associação Internacional de Pesquisa Laboratorial em Ectoplasmia e Paracirurgia (ECTOLAB), destacou o funcionamento das DP ao modo de  escola, o investimento dos amparadores no amparo de função e o aprendizado na participação em diferentes funções. Lucas salientou que a DIP tem 17 anos e deu sustentabilidade para a fundação da ECTOLAB. 

Ibis Lourenço, monitora e coordenadora geral da Assinvéxis, abordou  a valorização da Dinâmica para a materialização da IC. Falou sobre o sinergismo dinâmica-laboratório contribuindo com o desenvolvimento do Campus Assinvexológico. Citou, como exemplo, o intercâmbio energético percebido quando a Dinâmica e laboratório Serenarium aconteceram ao mesmo tempo, sendo que, às vezes, foi observado o reforço da equipex da Dinâmica colaborando com a equipex do Serenarium e vice-versa. Chamou a atenção também os desassédios, as recomposições e a estabilidade energética dos  trabalhos do campus. 

Marcello Paskulin, voluntário da Assinvéxis, leu a contribuição de telecirculista referindo-se aos benefícios das DP para a sustentabilidade financeira da IC, desassimilações e desassédios, sendo aportes energéticos para os projetos e os voluntários que estão tocando tais experimentos, além do desenvolvimento parapsíquico. 

Eduardo Doria, telecirculista, comentou o megapensene trivocabular do paper: Parapsiquismo: megaporta interdimensional. E questionou: “Podemos dizer, a grosso modo, que as dinâmicas parapsíquicas são portais interdimensionais otimizadores para que sejamos essas megaportas interdimensionais permanentes como futuros despertos?”

Luimara Schmit, conscienciômetra, monitora, procurou responder à pergunta falando dos benefícios hauridos nos 10 anos de implantação da DP da CONSCIUS. Apresentou o crescendo da interação equipin-equipex em que a participação com regularidade dos conscienciômetras potencializa a especialidade. E acrescentou que o grupo percebeu, no pós-pandemia, a pluralidade de equipexes participando na mesma dinâmica, formando  ciclo virtuoso retroalimentador  dinâmicas-cursos-dia a dia.

Claudio Adan, monitor, afirmou que a DP proporcionou-lhe engajamento na Cognópolis, favorecendo o encontro com a família consciencial. E comentou a alegria que sente ao receber na DP os visitantes de outras localidades. 

Gisele Salles finalizou dizendo que desde quando chegou a Foz, no final de 2003, a participação nas DP propiciou-lhe o desenvolvimento parapsíquico, e as projeções lúcidas passaram a acontecer com mais frequência antes, durante e após, ajudando a ampliar a visão de conjunto do trabalho e a entender os bastidores extrafísicos. Isso reforçou o autocompromisso quanto ao trabalho interassistencial no CEAEC e nos trabalhos de campo. 

Sobre cientificidade: o valor do estudo teórico e o estudo prático da Conscienciologia.

Jadher Curvelo, participante, considera terem as DP contribuído para a aceleração da reurbanização extrafísica, devido à assistência para as consciências com as quais se tem vínculos grupocármicos. Sobre a cientificidade, as autoexperimentações na DP da Parambulatoriologia, vinculada à Organização Internacional de Consciencioterapia (OIC), permitiram-lhe observar padrões e levantar hipóteses quanto à expertise parapsíquica pessoal e assumir as responsabilidades, pois o que acontece na dinâmica ele percebe na tenepes e no dia a dia.

Rosemary Salles apresentou o livro Dinâmicas Parapsíquicas e expôs a metodologia envolvendo as parapercepções relatadas pelos participantes, registradas pelo escriba, as estatísticas e os benefícios das DP. Ressaltou os vários eventos paracientíficos que se tornaram artigos na revista Conscientia. 

Sobre as contribuições das DP para a gesconografia

Milton Aguilar, monitor, destacou o desenvolvimento contínuo do autoparapsiquismo, observado na DP da Desperticidade. Também abordou o aumento da parassegurança, tanto grupal quanto pessoal, a partir  dos campos energéticos favorecedores do contato com as consciências mais evoluídas, Evoluciólogos e Serenões, além do fato do aprofundamento na autopesquisa aumentar a benignidade pessoal rumo à megafraternidade. Para ele, as DP têm base cosmoética importante com relação ao parapsiquismo, pois não há show parapsíquico ou guru em quem se acreditar. Esse é o grande diferencial em relação a outras linhas.

Sobre as prospectivas para os próximos 20 anos das DP

Lauisa Barbosa, monitora, sugeriu, para os próximos 20 anos, estabelecer programas de pesquisas com prospectivas interativas e avanço das especialidades para estudar o que está em pauta interassistencial no momento da comunidade. Ela contou que em 2016 e início de 2017 fez ano sabático na Cognópolis e participou de todas as DP totalizando mais de 300 experimentos. Notou haver materpensene comum no processo assistencial. E propôs, aos pesquisadores, a visita à DP de diferentes especialidades como oportunidade de diversificar as lentes do paradigma consciencial, ter novas experiências e ferramentas de autopesquisa. 

Por fim, Ernani Brito, epicon, lembrou a todos sobre o projeto muito importante que o professor Moacir lançou e deixou para ser realizado, que é o prédio do Laboratório das Dinâmicas. O projeto arquitetônico está pronto. O terreno, na frente do Salão das Dinâmicas, onde está escrito: CEAEC, “Já está com a pedra fundamental lançada. Faltam só voluntários para fazer o dinheiro e viabilizar a obra.” 

Para saber mais acesse:
Autor: Liege Trentin
Acompanhamento: Cristina Bornia
Foto e vídeo: Acervo 
da Coordenação das Dinâmicas Parapsíquicas do CEAEC
Expediente: Edição 256 - Março e abril de 2024

Coordenação compartilhada: Leonardo Ribeiro e Yana Fortuna
Jornalista responsável: Amaury Pontieri – MTB nº 23.154-SP

Editora: Yana Fortuna
Redatores de conteúdo: Cristina Bornia, Leonardo Ribeiro, Sónia Luginger e Yana Fortuna
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