Construção da primeira casa nos condomínios da Cognópolis-Foz completa 20 anos 

Entrevista com a primeira moradora Marilza Andrade

Já se passaram 20 anos desde o início da primeira casa construída nos condomínios que estão nos arredores do Campus CEAEC e Discernimentum, no bairro Cognópolis-Foz. Antes disso existia apenas o condomínio Basecon dentro do CEAEC. Hoje são mais de 10 condomínios e 5 campi no bairro do conhecimento.

Para comemorar esse desenvolvimento, o Jornal da Cognópolis entrevistou a primeira moradora dos condomínios, a pesquisadora Marilza Andrade. Diz ela, que investiu energias conscienciais e enfrentou desafios importantes como a falta de infraestrutura e a invasão de roedores e animais silvestres sazonais, a exemplo de rãs, além de ter sido a primeira síndica, contribuindo para o início da formação da comunidade Cognopolitana. 

Destacou a liberdade que encontrou ao viver em uma casa e a grande diferença energética percebida quando precisava sair da região e ir ao comércio. Também enfatizou a importância da participação de Sônia Cerato na organização e implementação do projeto.

Registro panorâmico realizado pelo Jornal da Cognópolis em 2003, e foto do satélite em 2024, dos condomínios do bairro. 1: Basecon; 2: Chalés; 3: Residencial Cosmoética; 4 Condomínio Serenologia. (Foto: acervo Jornal da Cognópolis).
Foto Marilza Andrade

Confira a entrevista com a professora, pesquisadora e autora da Conscienciologia, Marilza Andrade:  

Jornal da Cognópolis. Conta para os leitores como foi essa decisão de mudar para Foz do Iguaçu.

Marilza: Inicialmente eu fui morar de aluguel, nessa época estava querendo comprar uma casa nas imediações do Consalter. Quando surgiu, no final de 2002 para 2003, esse empreendimento do Condomínio Serenologia, cheguei perto do consultor e pedi para investigar a documentação, a conselho da Cristina Arakaki que mostrou em primeira mão a papelada. Fui conversar com o professor Waldo. Ele olhou para mim, sério, e falou: – você vai comprar uma casa pronta? Quer morar fora daqui, fora da CCCI, né? Ah, tá bom, tá bom, tá bom. Pensa bem, pensa bem.”

Eu disse: – estou com vontade. Só que a loteadora dos terrenos já havia me oferecido um terreno no futuro condomínio Serenologia. E toda manhã, quando eu passava ali, quando eu ia para o CEAEC, o meu rosto virava lá para a área onde seria o condomínio. Aí eu disse assim: – não sei por quê, mas meu rosto vira para esse lado toda vez que eu passo aqui. E assim foram vários dias. Parecia que uma energia me atraia para o local.

Jornal da Cognópolis. Quando surgiu a ideia de comprar? 

Marilza: Mesmo estando olhando a casa, veio a ideia, muito forte, de investir no terreno. E acabei comprando. Aquele “pensar bem” do Waldo vinha acompanhado de uma avalanche de energia, né! A gente se obrigava a pensar. Aconteceu uma coisa interessante. Nesse meio tempo, eu morava lá no condomínio Vila Mirafiori, no centro.

O dono havia oferecido para a venda. Neste período fui procurada pela dona da casa pedindo para que eu não comprasse a casa e tal, pois ela tinha cinco filhos, e o marido era quem queria vender. Aí eu falei: – já está desfeito o negócio. Eu não vou comprar sua casa. E, foi o que faltava para a minha desistência da compra do imóvel.

Comecei a desconfiar que eu deveria ir para o condomínio que estava se formando. Então fui conversar com o Waldo. Ele pediu que eu pensasse novamente. Naquela noite tive uma projeção e no dia seguinte eu acordei com a convicção de construção e resolvi construir.

Jornal da Cognópolis. Conta, como eram os terrenos e a Cognópolis naquela época?

Marilza. Era um matagal danado. Era só mato ali, só mato! Não tinha ninguém, nada! Não tinha nem a borda, os muros que tem hoje, que a gente vê, não existiam. A estrada era de terra,  quando chovia era um horror (risos). De noite, não tinha iluminação de rua, não tinha nada. O que tinha era o muro da frente e uma portaria sem portão e à noite muita escuridão, as laterais eram cercadas com telas de galinheiro, completamente vulnerável, o prof. dizia vcs precisam tomar conta a Marilza está sozinha no condomínio. Hoje, a gente vê como ficou bom e bonito.

Eu dizia para os engenheiros que construíram a casa:  – gente, eu fui criada no Rio de Janeiro, em apartamento, morei em São Paulo, morei em Belo Horizonte, só em capitais, a vida toda, como eu vou me adaptar aqui? Foi realmente um desafio de autossuperação. Eu sou totalmente urbana, sentia falta da cor do asfalto na rua. E era só lama na época. Era muita lama. Eu não abria a porta à noite. Eu olhava aquilo, aquela escuridão, só barulho de grilo. Os trabalhadores da época começaram a criar um muro na lateral. Fizeram só o muro da frente e começaram a descer na lateral, mas pararam justamente no início do terreno que eu comprei, porque era tudo muito no início. Eu fiquei nesta casa por um ano e fiquei doente.

Precisei voltar para Belo Horizonte. Então vendi a casa, e foi muito rápido. Na época ela foi muito visitada por pessoas também interessadas em morar na Cognópolis. Era uma casa simples, feita dentro das minhas posses. Hoje quem mora na casa é a Grace e o Djalma. Eles já reformaram toda a casa, mas as janelas e a porta à frente continuam as mesmas.

Jornal da Cognópolis. E você mora na Cognópolis hoje em dia?

Marilza. Eu fui a primeira síndica dos condomínios Serenologia e Villa Conscientia. O Serenologia era um matagal naquela época, agora está tudo lindo, tem estrutura tanto dentro dos condomínios quanto fora.

Jornal da Cognópolis. Você sentiu alguma coisa relacionada à multidimensionalidade? A autoproéxis?

Marilza. Eu penso ter sido um momento em que ali estava precisando de investimento em energia. Acho que esse processo de enfrentamento e adaptabilidade auxiliou no processo até vincar a ideia da construção de condomínios na Cognópolis. Quando o Waldo conversou comigo, e depois de alguma reflexão, eu entendi que deveria construir, percebi a importância para a Conscienciologia.

Hoje, vendo o resultado daquele início, penso que valeu muito a pena. Porque hoje nós temos diversos condomínios aqui. Tem o Campo dos Sonhos; o Integração; o Cosmoética; o Evolução; e outros no CEAEC, no discernimento e na OIC, que na época não existiam. O Campos dos Sonhos foi constituído primeiro, mas demorou a ter seus moradores. A ideia do Waldo para se tornarem uma única célula, tanto é, que apoiou a integração dos condomínios Cosmoética, Evolução e Serenologia, que internamente são integrados.

Jornal da Cognópolis. E como foi viver aqui naquele primeiro ano?

Marilza. A rua não tinha pavimentação  e quando chovia era um lamaçal só. Eu ia dirigindo, tinha aqueles sulcos enormes na estrada. Atravessava a cidade para vir  ao CEAEC. Às vezes, eu tinha que estar na monitoria das atividades do CEAEC às seis e meia da manhã eno final de semana que havia curso, trazia o pão para os alunos tomarem café. Aí  tinha que chegar muito cedo.  Muitas vezes eu abria o holociclo. Então, eu vinha dirigindo com a  preocupação se conseguiria passar. Fora esse desconforto inicial com o ambiente, foi muito prazeroso.

Eu voluntariava pelo IIPC e ajudei muito no processo da vinda da OIC do Rio de Janeiro para Foz do Iguaçu. A primeira coisa que me desdramatizou foi o fato de eu poder tirar um sapato e jogar, sem me preocupar com o barulho, pois estava morando em uma casa. Aprendi a pisar muito leve, porque a vida toda morei em apartamento e minha mãe corrigia muito isso, para não fazer barulho, em respeito às pessoas que morassem embaixo, do lado. Eu me permiti uma certa liberdade nesta casa. Foi muito benéfico, também nesse período, poder vivenciar esses momentos de tranquilidade.

Eu ia, voluntariava, voltava em casa, almoçava, voltava para as tertúlias, naquela época em que estavam começando as tertúlias no Salão Verde. Quando eu passava quatro, cinco dias em casa e, de repente, precisava sair para fazer compras, ir ao comércio fazer compras, eu sentia um impacto energético muito grande na saída, ao atravessar a rua. Eu ia e queria voltar correndo. O Waldo começou a falar da bolha energética que estava se  criando aqui, da bolha assistencial que se estava se formando pela CCCI. Foi aí que começou, a partir dos condomínios.

Holomemória do Jornal da Cognópolis
Autores: Cecília Roma e Cristina Bornia
Entrevistada: Marilza Andrade
Foto e vídeo: acervo de Marilza Andrade e do Jornal da Cognópolis

Expediente: Edição 260 - Novembro e Dezembro de 2024

Jornalista responsável: Amaury Pontieri – MTB nº 23.154-SP

Coordenação: Leonardo Ribeiro
Editora: Cristina Bornia
Redatores de conteúdo: Cecilia Roma, Cristina Bornia, Sónia Luginger e Leonardo Ribeiro
Revisor de conteúdo: Luiz Antonio de Oliveira
Revisor ortográfico: Maria Koltum
Web designer: Leonardo Ribeiro
Conformidade com a política editorial (Conselho Editorial): Amaury Pontieri e Denise Paro

Endereço: Av. Felipe Wandscheer, 6200 - Cognópolis Foz do Iguaçu - PR - Brasil
contato@jornaldacognopolis.org

Agenda: "Os conteúdos publicados com programação futura são de responsabilidade exclusiva dos organizadores do evento. O Jornal da Cognópolis não se responsabiliza por alterações, cancelamentos ou quaisquer mudanças nas programações divulgadas. Recomendamos que os interessados entrem em contato diretamente com os organizadores para confirmar as informações."
Últimas
Princípio da descrença
_________________
Não acredite em nada, nem mesmo o que for informado aqui.
EXPERIMENTE.
Tenha suas experiências pessoais.

Relacionadas

Foz do Iguaçu
nuvens quebradas
22.4 ° C
22.5 °
21.6 °
100%
2.1m/s
61%
ter
24 °
qua
22 °
qui
22 °
sex
25 °
sáb
25 °