Campus CEAEC investe em mutirão na área ambiental com a participação de cognopolitas voluntários

Entrevista com o Coordenador da ambiental Fernando Sivelli

No primeiro semestre de 2025, o Centro de Altos Estudos da Conscienciologia (CEAEC) promoveu mutirões integrativos nos jardins do campus, incentivando o contato com a natureza e a convivência entre os participantes. A iniciativa contou com o engajamento da Comunidade Conscienciológica Cosmoética Internacional (CCCI), especialmente de cognopolitas de Foz do Iguaçu. Para saber mais sobre a proposta, Cristina Bornia, editora e redatora do Jornal da Cognópolis, conversou com o coordenador da área ambiental do CEAEC, o voluntário Fernando Sivelli: 

Cristina: Quando aconteceram os mutirões?

Fernando: Antes de 2025 tivemos outros mutirões voltados à implantação experimental do laboratório ao ar livre, o Labirinto Dédalo, e ao controle de formigas cortadeiras, mas neste ano tivemos, até agora, 3 mutirões, sempre no período da manhã, sendo o primeiro nos dias 4 e 5 (sábado e domingo) de janeiro; o segundo no domingo 19 de janeiro e o terceiro no feriado de 21 de abril de 2025.  

Cristina: Qual foi o principal objetivo desse mutirão ambiental?

Fernando: O principal objetivo foi embelezar o CEAEC formando e recuperando jardins para o aniversário de 3 décadas agora em 15 de julho. Outro objetivo foi integrar os voluntários por meio de atividades práticas de jardinagem.

Cristina: Quais foram as principais atividades realizadas?

Fernando: Realizamos diversas atividades, entre elas:

  • Retirada da maior parte das mudas utilizadas do próprio campus e as demais que foram produzidas no viveiro do CEAEC, recém criado no antigo orquidário. 
  • Preparação do solo com a descompactação, revolvimento, e adubação com húmus de minhoca. No caso de árvores frutíferas foram utilizados adubos complementares.
  • Utilização de troncos e galhos de árvores caídos para delimitar os canteiros e conter a erosão da água da chuva devido à declividade de alguns locais.
  • Estabelecimento e implantação de critérios paisagísticos considerando as características ambientais dos locais e as necessidades das plantas utilizadas. Foram priorizadas plantas resistentes ao clima de Foz do Iguaçu e de baixa manutenção.
  • Plantio de mudas conforme as orientações.
  • Irrigação após o plantio e instalação de sistema de irrigação (feito após os mutirões).
  •  Controle de formigas (feito continuamente).

Cristina: Quantas pessoas participaram? Houve parceria com outras ICs e apoio de voluntários externos?

Fernando: Ao todo, somando todos os dias, tivemos 53 participantes, sendo que a equipe do ambiental participou todos os dias.  Recebemos voluntários de outros setores do CEAEC e também de outras ICs. No setor ambiental, nos últimos anos, recebemos apoio de diversas ICs, porém, gostaria de destacar a participação da Paraecologicus e da OIC.

Cristina: Quando foi idealizada e iniciada a organização?

Fernando: A organização começou no ano anterior, em 2024, dentro de uma série de ações do setor ambiental para a preparar o campus para o aniversário de 30 anos, dentro do contexto da vegetação e paisagismo, que consistia em: terminar a recuperação do Pomar 1 e iniciar a implantação do Pomar 2; recuperar o paisagismo nos corredores de circulação interna com plantio de flores nos caminhos e recuperação dos jardins da Aleia dos Gênios da humanidade; implantação dos spots idílicos das estátuas e do jardim japonês; enriquecimento da mata nativa; controle de formiga cortadeira; implantação da iluminação ornamental dos jardins; replantio das orquídeas; implantação do viveiro para produção de mudas e as podas  realizadas tanto para segurança, quanto para limpeza, formação e sanidade das árvores. Percebemos que as ações estavam bem encaminhadas, com exceção dos jardins da Aleia dos Gênios que necessitaria de muito esforço dos voluntários, por ser bastante extenso e em declive. Daí surgiu a ideia dos mutirões.   

Cristina: Quais os principais resultados observados após a realização do mutirão?

Fernando: Conseguimos cumprir a meta de implantação dos jardins da Aléia dos Gênios da Humanidade e realizamos eventos muito gratificantes de integração, fortalecendo vínculos saudáveis e laços de amizade no voluntariado conscienciológico. Os mutirões foram um grande laboratório e oportunidade de aprendizado, uma vez que a equipe do ambiental do CEAEC conta com diversos voluntários altamente capacitados em suas áreas de atuação relacionadas ao meio ambiente e foram momentos de muita troca que, com certeza, difundiram princípios de sustentabilidade entre os voluntários cognopolitas.

Cristina: Houve algum desafio ou imprevisto? 

Fernando: O desafio maior foi a preparação das mudas com antecedência devido à grande quantidade necessária. No mais, tudo ocorreu bem, conforme planejado, superando as expectativas. 

Cristina: Existem planos para realizar novos mutirões no futuro? 

Fernando: Sim. Para este ano ainda estamos planejando a realização de mutirões para preservação do Ipê multicentenário, bem como restaurar o paisagismo ao redor dessa árvore, criando novo espaço idílico para os visitantes do campus.

Cristina: Como os participantes avaliaram a experiência? Qual foi o impacto consciencial percebido?

Fernando: O ganho consciencial foi muito alto, consistindo na oportunidade da vivência das atividades práticas assistenciais (teática), o contato com as energias imanentes, o contato com as energias conscienciais entre voluntários e o contato com os amparadores do campus. Tivemos feedbacks muito positivos, mas o termômetro do sucesso da atividade foi a participação alta, a constância de muitos em todos os dias e os questionamentos de quando teremos mais.

Plantação de árvores frutíferas no pomar 2 no primeiro mutirão. (foto: acervo CEAEC).
Paisagismo realizado na Aléia dos Gênios da Humanidade. (foto: acervo CEAEC).
Paisagismo do campus  CEAEC. (foto: acervo CEAEC).

Paisagismo realizado na Aléia dos Gênios da Humanidade. (foto: acervo CEAEC).

Pomar com  árvores frutíferas no CEAEC. (foto: acervo CEAEC).
Para saber mais acesse:
Autora e entrevistadora: Cristina Bornia
Entrevistado: Fernando Sivelli
Foto e vídeo: acervo do CEAEC

Expediente: Edição 263 - Maio e Junho de 2025

Jornalista responsável: Amaury Pontieri – MTB nº 23.154-SP

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