ARACÊ completa duas décadas e cria projeto “Holomemória – ARACÊ”

Para celebrar o marco da instituição, iniciativa de voluntários reúne série de ações comemorativas e registros históricos.

A Associação Internacional para a Evolução da Consciência (ARACÊ) comemora dois decênios de atividade agora em 2021 e, para homenagear sua trajetória, seus voluntários idealizaram o projeto Holomemória-ARACÊ, executado ao longo do ano.

A decisão irrompeu da evidente necessidade de valorizar os inúmeros empreendimentos realizados no decorrer da jornada deste megaprojeto proexológico, que tocou de maneira indelével a vida de inúmeras consciências.

O objetivo principal é criar um registro organizado de informações a partir de depoimentos, dados e arquivos de todos aqueles que participaram da rica história da instituição. De acordo com Marco Antônio Facury, voluntário e editor do Jornal da ARACÊ, estão sendo realizadas lives temáticas tendo ex-voluntários como convidados e voluntários atuais como anfitriões, fomentando assim o intercâmbio de vivências.

Outra ação do projeto surgiu por incentivo dos próprios voluntários atuais, já que gostariam de saber mais sobre os fatos ocorridos desde a idealização da instituição. A partir desta demanda, a equipe responsável pelas atividades do Holomemória-ARACÊ solicitou a elaboração de perguntas e classificou-as conforme os temas levantados.

Segundo uma das gestoras da instituição e responsável pelo Serenarium, Eliane Stédile, a ideia foi proposta no grupo do WhatsApp e também ao longo das reuniões do voluntariado. “Íamos trazendo as atualizações e, em meio ao debate, dando forma ao processo de coleta e análise”. De acordo com o Jornal da ARACÊ, foram elaboradas 373 perguntas.

O agrupamento das perguntas por temas norteou os objetos de maior curiosidade: os primórdios da ARACÊ, seus detalhes e contexto. “Muita gente não sabe como surgiu a ideia, o porquê do nome, os motivos de trazer para o interior do Espírito Santo um campus da Conscienciologia” relata Eliane.

Marco afirma que ficou clara a importância de registrar parte da história, que foi muito intensa devido aos movimentos institucionais pioneiros de levantamento do Campus, laboratórios, Plenárias, e o próprio Serenarium.

Foto: Aracê Holomemória

O NASCIMENTO DA ASSOCIAÇÃO ARACÊ
O alvorecer de um novo dia

Foi a partir da expansão dos Cursos de Conscienciologia Aplicada no estado do Espírito Santo que surgiu a proposta de implantação de uma nova instituição conscienciocêntrica ali, porém, ainda não havia nada consolidado.

Em dezembro de 2000, o professor Waldo Vieira ministrou o Curso Teoria dos Serenões em Vitória, ES, e aproveitou para chancelar alguns terrenos oferecidos por dois gestores à frente da Instituição à época, que possuíam terras naquela área.

Depois de dado o aval, quando ele estava indo embora, após o curso que ocorreu no final de semana, teve fenômeno de pangrafia e acoplamento com amparadora a qual chamou Elliotis (nome do pinus que inclusive encobre boa parcela do terreno do atual Campus. É uma árvore alta e esguia, assim como a amparadora, por isso, o apelido Elliotis), de quem teve a inspiração de fazer ali um laboratório redondo chamado Laboratório Radical da Heurística, conhecido hoje por Serenarium.

A primeira parte do terreno, onde seria possível iniciar as atividades institucionais e a implantação deste projeto, foi a das Plenárias. “Depois, a associação foi expandindo e adquirindo áreas para a construção dos laboratórios. Na época eram 10.000 m² e hoje são 420.000 m²”.
Após uma sequência de reuniões técnicas na cidade de Venda Nova do Imigrante, ES, a Associação ARACÊ foi fundada em 14 de abril de 2001. Com a implantação do Campus ARACÊ, na região de Pedra Azul, em Domingos Martins, transferiu-se a sede da instituição para lá. A palavra ARACÊ é tupi-guarani e significa “alvorecer de um novo dia”.

Legenda: as plenárias são divididas em: sala de aula, sala de pesquisa, Holoteca, cozinha (refeitório) e a Plenária Central, que conecta todas. (Foto: Aracê)

CONHECENDO UM POUCO MAIS DO CAMPUS
Sobrepairando as montanhas

A área do Campus é de muitas montanhas, com grande variação de altitude. A temperatura ali, segundo Marco e Eliane, que são moradores, é amena, em média 18 graus, e o clima é considerado o terceiro melhor do mundo.

Em 2016, foi adquirido parte de um terreno da atual Área Residencial, que hoje está aberta a todos os voluntários da comunidade conscienciológica. A forma de aquisição é um pouco diferente da primeira área residencial, formada por chalés. Neste caso, a cessão de uso é vitalícia e as pessoas podem construir de acordo com o próprio interesse, seguindo alguns critérios mínimos (tamanho, estilo, distâncias, etc.). Mais ou menos como é feito hoje no CEAEC.

Implantada entre 2005 e 2006, a primeira Área Residencial conta com chalés inspirados no estilo arquitetônico suíço, chamado Schweizerstil, caracterizado por telhados e fachadas amplas. Porém, por dentro, já são 5 plantas diferentes, otimizadas pela necessidade e tempo de vivência.

Chalés da Vila Elliotis foram inspirados pelo estilo arquitetônico suíço. (Foto: Aracê)

Os chalés foram construídos em forma de aluguel antecipado. “Eliane e eu construímos um chalé em 2007. Isso nos deu o direito de uso por 10 anos e, após este período, pagamos um aluguel simbólico gerador de renda para a sustentação da própria instituição”, explica Marco.

A primeira clareira, adquirida em 2002, foi destinada à construção das Plenárias, para fornecer infraestrutura e suporte ao Serenarium, instituído em 11 de dezembro de 2004. Elas são um conjunto com 5 semiesferas: sala de aula, sala de pesquisa, Holoteca, cozinha (refeitório) e a Plenária Central, que conecta todas.

Um pouco abaixo das Plenárias foi construída a Casa do Pesquisador, constituída por oito flats, cada um com capacidade para quatro hóspedes. Isso possibilitou a realização de eventos de imersão no Campus, pois antes, os cursos eram ministrados na ARACÊ, mas as imersões eram feitas no CEAEC e, portanto, periódicas. Em 2004, após esta construção, a ARACÊ sediou o 17º Congraçamento das IC’s e isso acelerou o processo de implantação. Foram instalados mais seis laboratórios de pesquisa com duração de 1h30, e o Serenarium.

A instituição conta hodiernamente com 13 laboratórios, sendo três de 3h30, sete de 1h30 e três Serenariuns. Quatro laboratórios, o Laboratório da Diferenciação Pensênica, da Grupocarmologia, do Autovivenciograma e da Autoconscienciometria são exclusivos da ARACÊ.

Foto: Aracê Holomemória

ATIVIDADES ATUAIS E PROJEÇÕES PARA O FUTURO

Atualmente, a ARACÊ conta com dois projetos: Intercâmbio Conscienciológico e Laboratório Serenarium, além das preceptorias em escrita e finanças, uma especialidade da instituição. Apenas atividades com poucas pessoas são permitidas e muitos cursos passaram ao modelo online. Essa mudança está consolidada e mesmo após o retorno do modo presencial, a ARACÊ pretende aproveitar ambos os formatos.

Também foi finalizada a placa do Polo das IC ‘s com a ideia de incentivar a participação de mais instituições conscienciocêntricas na Cognópolis Pedra Azul. “Já temos uma sala de 70m² disponível para abrigar novas instituições interessadas em usufruir de toda a estrutura existente”, informa Eliane.

Além do projeto, outros eventos importantes marcaram o ano de 2021, reafirmando a maturidade da instituição e sua iniciativa de valorizar a data comemorativa: de 12 a 15 de fevereiro ocorreu o 13º Encontro de Voluntariado da ARACÊ (EVOLUA) e o 7º Fórum de Grupocarmologia em formato online, com a participação de 58 voluntários de diversas localidades.

O projeto Holomemória – ARACÊ não é a primeira iniciativa de registro histórico. Quando a ARACÊ completou 10 anos, foi elaborada uma ‘linha do tempo’ para o jornal. E agora, nos 20 anos, esse material está sendo atualizado. O próprio jornal tem caráter de registro histórico, mas, segundo Marco, em formato de jornal, as informações ficam soltas. “Temos um kit da primeira década, com as 100 primeiras edições, mas é um compilado, queremos construir essa trajetória de maneira mais clara”, conclui.
O projeto está aberto a todos os voluntários e ex-voluntários da comunidade conscienciológica para algum depoimento acerca das experiências na ARACÊ. O contato é pelo e-mail do jornal da instituição: jornal@arace.org . Mais informações estão disponibilizadas na edição 170 (janeiro/fevereiro) do Jornal da ARACÊ.

Praça Laboratorial, com laboratórios de 1h30 e 3h30 de duração. (Foto: Aracê)
Para saber mais acesse:
Autora: Yana Fortuna
Foto e vídeo: Acervo da Aracê
Expediente: Edição 240 - Setembro de 2021

Editora: Nerli Vieira
Redatores de conteúdo: Cris Alves, Cristina Bornia, Nerli Vieira e Yana Fortuna
Revisor de conteúdo: Luiz Antonio de Oliveira
Revisor ortográfico: Maria Koltum
Revisor do Inglês: Sergio Fernandes
Comercial e financeiro: Gelson de Oliveira
Edição de vídeo: Eduardo Catalano
Web designer: Leonardo Ribeiro
Marketing Digital: Leonardo Ribeiro e Yana Fortuna
Conformidade com a política editorial (Conselho Editorial): Amaury Pontieri, Denise Paro, Mabel Teles e Pedro Mena Gomes
Jornalista responsável: Amaury Pontieri – MTB nº 23.154-SP
Coordenação compartilhada: Nerli Vieira e Gelson de Oliveira

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